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03 de setembro de 2026

Professor de direito da UFMT que agrediu aluna fica livre

Policia Assédio 03/09/2026 10:20 Fernanda Deamo, g1 MT g1.globo.com

A Justiça soltou o professor da UFMT que é investigado por assédio e ameaça a uma aluna. Ele também foi condenado por perseguir a ex-companheira, mas diz que não teve chance de se defender.

A Justiça de Mato Grosso soltou o professor de direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, na terça-feira (1º). Ele é investigado por assédio e ameaça contra uma aluna.

Segundo a defesa, o processo continua em segredo de Justiça, por isso não comentou a decisão. A soltura aconteceu depois que a juíza Henriqueta Ferreira Lima revogou a prisão preventiva do professor.

  • O professor foi preso em 10 de agosto por não seguir as regras da Justiça.
  • Antes disso, em 24 de julho, ele foi afastado das aulas na UFMT.
  • Na segunda-feira (21), ele foi condenado por perseguir a ex-companheira.
  • Ele afirma que não teve direito de defesa e está recorrendo da decisão.
  • A defesa da aluna disse que as medidas de proteção contra o professor continuam válidas.

O que diz a defesa da aluna

A defesa da estudante afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade. Segundo eles, o professor tem o direito de responder o processo em liberdade, desde que não viole novamente as medidas fixadas pela Justiça.

A defesa da estudante recebe com tranquilidade a decisão que determinou a soltura do réu Saulo Tarso Rodrigues, e que manteve vigentes as cautelares anteriormente impostas. O réu possui o direito de responder o processo em liberdade, caso não venha a violar novamente as medidas fixadas pela justiça, afirmou a defesa.

O professor foi afastado da UFMT

Segundo a UFMT, o professor foi afastado cautelarmente no dia 24 de julho, para investigar uma denúncia de assédio, insistência em contatos e ameaças contra uma estudante do curso, no campus Cuiabá. A universidade afirmou que a medida foi preventiva, por meio de portaria da Reitoria, dentro de um procedimento administrativo aberto pela instituição.

Nessa época, o professor disse ao g1 que não enviou mensagens, e-mails, conversas ou documentos que não fossem acadêmicos. Ele afirmou que o conflito começou após denúncias feitas pela sua esposa, também estudante de direito, de que a vítima, supostamente, mantinha dois vínculos na graduação e recebia benefício incompatível com a situação socioeconômica.

Condenação por perseguir a ex-companheira

Na segunda-feira (21), a Justiça condenou Saulo por perseguir a ex-companheira. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), entre setembro e outubro de 2022, o professor mandou e-mails de forma insistente para a vítima, mesmo sem a autorização dela.

Durante o processo, a defesa de Saulo tentou anular a ação, alegando problemas na realização de uma audiência e questionando a validade das provas digitais, que eram os e-mails enviados à vítima. Os pedidos foram rejeitados pela Justiça.

Na época, Saulo disse ao g1 que não teve direito à defesa durante o processo. Ele alegou que já está com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar anular a decisão.

Porém, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do desembargador Orlando Perri, manteve válida a citação por WhatsApp, e a condenação em uma decisão do dia 3 de junho.