pt-br

07 de outubro de 2026

Esquema fraudulento desvia milhões da saúde pública de vários estados brasileiros

Policia Corrupção 07/10/2026 06:40 Portal Pauta Diária pautadiaria.com.br Guajará-Mirim RO

Investigações da Polícia Federal revelam um esquema sofisticado que desviou mais de 38 milhões de reais dos cofres públicos na área da saúde, com contratos suspeitos envolvendo Organizações Sociais e empresas privadas em estados como Goiás, São Paulo e Rondônia.

Um esquema lucrativo, audacioso e invasivo de desvio de dinheiro público, executado por empresários da iniciativa privada com a cobertura de agentes públicos, foi exportado de Goiás para outros estados. É o que apontam a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) após a deflagração, em abril último, das operações especiais Makot Mitzrayim (em hebraico, Pragas do Egito ou Golpes do Egito) e Rio Vermelho. O objetivo é investigar fraudes e desvios de recursos em contratos com Organizações Sociais (OSs) na saúde de Goiás.

As investigações continuam em sigilo pela Justiça Federal, mas alguns detalhes reveladores já foram noticiados. A operação resultou em mandados de prisão contra empresários ligados às empresas Mediall Brasil e à Lifecare, entre os quais Hilton Salles Piccelli, Rudson Teodoro da Silva, Roberto Leandro de Carvalho e Otávio Guimarães Favoreto. As prisões foram revogadas por meio de habeas corpus no TRF-1. Pesam contra o grupo várias acusações, como as de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, superfaturamento e fraudes em contratos de gestão na saúde pública associados às OSs Agir e IBGH.

  • Desvios estimados em mais de R$ 38 milhões identificados inicialmente.
  • Operações envolvem estados como Goiás, SP, TO, MA e DF.
  • Quatro empresários presos e depois soltos por habeas corpus.
  • Contrato de R$ 110 milhões em Rondônia foi abalado pelas prisões.
  • Acusações incluem corrupção, lavagem de dinheiro e superfaturamento.

Prisões, acusações e revogação de medidas cautelares

As ordens de busca e apreensão englobaram os estados de Goiás, São Paulo, Tocantins, Maranhão e o Distrito Federal. Inicialmente, as estimativas da investigação apontam desvios que ultrapassaram a casa dos R$ 38 milhões. Sem licitação, o Governo de Rondônia firmou um contrato emergencial com a Mittel S/A (antiga Mediall Brasil S/A) para administrar o Hospital Regional de Guajará-Mirim, no valor de R$ 110 milhões. Iniciado em março, o contrato sofreu em abril, um mês depois, o abalo causado pela prisão de diretores da administradora pela PF.

A força-tarefa investigatória apurou que duas organizações sociais celebravam contratos com o poder público e repassavam serviços para as empresas ligadas a diretores da Mittel S/A, com preços superfaturados. O Ministério Público Federal informou que subcontratações seriam criadas para maximizar as margens e também mascarar a distribuição de lucros entre operadores do grupo e agentes que facilitavam os certames. Assim, as margens infladas gerariam saldos para os pagamentos de propina aos servidores responsáveis pela fiscalização.

Esperança social e acompanhamento do caso pela imprensa

Desde as operações perdura uma tensa e justificada expectativa da sociedade, sobretudo dos estados escolhidos pelo grupo para realizar as suas operações. Este portal de notícias está acompanhando atentamente todo o desenrolar das investigações e colhendo o máximo possível de informações sobre o conteúdo, a execução e o resultado dos serviços confiados às empresas envolvidas. Além dos órgãos policiais como a PF, fazem parte da rede de combate à corrupção e aos desvios de verbas públicas a Controladoria-Geral da União (CGU), os Tribunais de Contas e o Ministério Público.