Suspeito foi detido em Chapada dos Guimarães após desaparecimento de professor de 25 anos em Várzea Grande. Família relatou mensagens suspeitas e foto com tatuagens ausentes para confirmar que a vítima estava viva.
Um homem identificado apenas pelo apelido "Bigode" foi preso nesta quinta-feira (8), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, suspeito de envolvimento no desaparecimento do professor Breno Antonio Humberto de Morais, de 25 anos, em Várzea Grande. O suspeito foi localizado na região do Manso durante diligências e teve o mandado de prisão cumprido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Breno desapareceu no dia 25 de setembro. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, identificar outros possíveis envolvidos e localizar o corpo do professor.
- A vítima é professor de 25 anos e mora em Várzea Grande.
- O suspeito foi preso na região do Manso, em Chapada dos Guimarães.
- Família recebeu mensagens estranhas e foto sem as tatuagens da vítima.
- Câmeras registraram Breno subindo em uma moto sem placa antes do sumiço.
- Investigação é conduzida pela DHPP da Polícia Civil de MT.
Dúvidas sobre a identidade da vítima
Segundo a família de Breno, ele teria dito que estava saindo e que voltaria logo, mas não retornou para casa nem fez contato novamente. O irmão gêmeo da vítima, Bruno Humberto, disse que recebeu mensagens do celular do irmão, mas a forma como os textos foram escritos chamou a atenção. A família pediu uma foto para confirmar que o professor estava bem, mas a imagem levantou suspeitas, pois as tatuagens que Breno possui no braço não apareceram na foto.
Essa pessoa começou a se passar pelo Breno. Eu sei como ele escreve e achei muito estranho. Pedi uma foto só fazendo um joia para a gente entender que ele estava bem. Ele mandou uma outra foto que eu considero que seja até inteligência artificial, disse o irmão.
Detalhes que levantaram suspeitas
Outro detalhe que chamou a atenção da família foi a camiseta que Breno usava na foto. Segundo os familiares, a roupa era diferente da que ele vestia quando saiu de casa. Segundo Bruno, câmeras de segurança registraram o momento em que Breno subiu em uma moto sem placa e deixou o local. Depois disso, ele tentou localizar o irmão pelo rastreador do celular, mas o aparelho foi desligado antes que pudessem identificar a localização.
Tentei acessar o WhatsApp dele pelo notebook, mas a pessoa deslogou. Tentei entrar no iCloud dele. Pelo e-mail, consegui acessar Instagram dele e o banco, mas não havia movimentações, relatou o irmão da vítima.
O caso é investigado sob a responsabilidade do delegado Bruno Sergio Magalhães Abreu. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações. O g1 tenta localizar a defesa do investigado.


Reprodução (Ajustada por IA)





