Segundo informações da analista Luísa Martins, o ministro do STF havia determinado acareação entre investigados do caso Banco Master e diretores do Banco Central, mas agora deixa decisão final para delegada da PF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli recuou da decisão que determinava a realização de uma acareação entre investigados do caso Banco Master e diretores do Banco Central. Agora, o ministro delegou à Polícia Federal a responsabilidade de decidir se o procedimento será necessário após a coleta dos depoimentos individuais. A informação é de Luísa Martins, no CNN Novo Dia.
De acordo com a analista, até a tarde de segunda-feira (29) havia certeza de que a acareação aconteceria nesta terça-feira (30), às 14h, conforme determinado anteriormente por Toffoli. No entanto, veio à tona que a PF ainda não havia tomado os depoimentos dos investigados e dos diretores do Banco Central.
"Diante disso, o ministro optou por uma mudança de postura, determinando que primeiro sejam colhidos os depoimentos individuais por videoconferência. Somente se a delegada responsável pelo caso identificar inconsistências ou contradições entre as declarações, poderá proceder com a acareação, que agora passa de uma determinação para uma autorização", explicou Luísa.
Críticas nos bastidores do STF
Nos bastidores do STF, há críticas à postura de Toffoli. Uma ala via com preocupação a ordem inversa dos fatos, já que normalmente uma acareação só acontece após a identificação de versões conflitantes em depoimentos já prestados.
Outro ponto questionado é a urgência atribuída ao caso, considerando que o Judiciário está em recesso. Segundo fontes ouvidas pela analista, o Supremo costuma atuar em regime de plantão apenas para casos urgentes, quando há risco à ordem pública ou possibilidade de destruição de provas.
"No caso do Banco Master, as fontes argumentam que esses riscos estariam minimizados, uma vez que os investigados já estão com tornozeleira eletrônica, têm passaportes retidos e estão proibidos de manter contato entre si. Um dos investigados, Vorcaro, já está inclusive suspenso de realizar atividades financeiras", conclui a analista.







