A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com uma queixa crime contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por ter chamado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de criminoso em vídeos publicados nas redes sociais. O caso foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pode render uma investigação contra Zema, que é pré-candidato à presidência.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta sexta-feira (15), o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
A denúncia fala sobre uma série de vídeos publicados por Zema em suas redes sociais, que tinham o nome "Os intocáveis". Nesses vídeos, Zema fazia sátiras que ligavam o ministro Gilmar Mendes e outros juízes da Corte ao caso do Banco Master, uma polêmica financeira.
Aqui estão 5 pontos importantes para você entender melhor a briga:
- O que é calúnia É quando alguém acusa outra pessoa, de mentira, de ter cometido um crime. No caso, Zema chamou Gilmar de criminoso nos vídeos.
- Por que a briga começou Zema é pré-candidato a presidente e começou a trocar ofensas com Gilmar depois de uma entrevista do ministro. Gilmar também criticou Zema, falando do sotaque dele e dizendo que ele governou Minas com liminares do STF.
- O que acontece agora A denúncia foi enviada ao STJ por volta das 17h30 e ainda não tem um relator, que é o juiz responsável por analisar o caso.
- O que Zema disse Em nota, Zema disse que "os intocáveis não aceitam críticas" e que não vai recuar nem "um milímetro" da sua posição.
- Qual o próximo passo Gilmar já pediu para Zema ser investigado no inquérito das Fake News, que é um processo que apura notícias falsas e ataques ao STF. Agora, com a denúncia da PGR, o caso pode andar mais rápido.
A manifestação da PGR foi protocolada por volta das 17h30 e ainda não tem relator.
O crime de calúnia é caracterizado pela acusação falsa de um ato que é considerado crime.
Zema é pré-candidato à presidência da República e passou a trocar farpas com Gilmar após uma entrevista concedida pelo ministro à imprensa.
Além de criticar os vídeos publicados pelo ex-governador, Mendes caçoou do sotaque do político e disse que ele "governou Minas com liminares do STF", se referindo a decisões que suspenderam o pagamento da dívida do estado com a União.
No auge do embate, Gilmar pediu a inclusão de Zema no inquérito das Fake News, relatado por Alexandre de Moraes.
Em nota à imprensa, Zema declarou que "intocáveis não aceitam críticas".
"Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro", declarou.


© Marcelo Camargo/Agência Brasil





