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Zema se distancia de Bolsonaro, é contra golpe, mas defende anistia

Politica Política 07/07/2026 06:36 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Romeu Zema, pré-candidato do partido Novo à Presidência, disse que é contra qualquer golpe e que tem diferenças com Jair Bolsonaro. Ele defendeu a anistia ao ex-presidente, que foi condenado pela tentativa de golpe em 2025.

Romeu Zema, pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, tentou se afastar politicamente de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (6). Ele afirmou que é contra qualquer tentativa de golpe e que tem diferenças em relação ao ex-presidente.

  • Zema disse que é contra qualquer golpe e que confia nas urnas eletrônicas.
  • Ele afirmou que apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2022 só para enfrentar o PT.
  • O pré-candidato disse que conduziu a pandemia em Minas Gerais de forma diferente de Bolsonaro, seguindo a ciência.
  • Zema defendeu a anistia para Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão.
  • Bolsonaro foi considerado mentor intelectual de uma tentativa de golpe de Estado pelo STF em setembro de 2025.

As declarações foram dadas durante um debate em São Paulo, promovido pelo grupo Derrubando Muros. No encontro, o ex-governador de Minas Gerais disse que sua relação com Bolsonaro foi apenas por causa das eleições de 2018 e da oposição ao PT.

"O que aconteceu foi eu ter sido eleito junto com o Bolsonaro", afirmou Zema. Segundo ele, o apoio dado ao ex-presidente no segundo turno de 2022 foi para enfrentar o PT, partido que ele culpa pela situação financeira de Minas Gerais.

"Onde o PT estiver disputando uma eleição, eu vou apoiar quem está do outro lado, mesmo sendo o Bolsonaro. Eu apoiei o Bolsonaro no segundo turno de 2022 contra o PT", declarou.

Zema também quis mostrar diferenças em relação à postura de Bolsonaro durante a pandemia. Ele disse que, em Minas Gerais, agiu de forma diferente do então presidente e que acredita na ciência.

Na área política, o ex-governador se disse democrata e afirmou confiar nas urnas eletrônicas. Mesmo assim, defendeu a criação de um mecanismo impresso para permitir conferências aleatórias e auditorias no sistema de votação.

"Sou totalmente contrário a qualquer tentativa de golpe", disse.

Mesmo tentando se distanciar de Bolsonaro, Zema manteve a defesa da anistia ao ex-presidente. Ele disse que o caso poderia ser julgado novamente.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por participar de uma tentativa de golpe de Estado. Para o STF, o ex-presidente foi o mentor intelectual da trama, incentivou acampamentos, ajudou a criar minutas e monitorou autoridades.