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STF proíbe presidente da Argentina de visitar Bolsonaro em casa

Politica STF 18/07/2026 14:20 Jolismar Bruno - Primeira Página primeirapagina.com.br

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar em Brasília. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou neste sábado (18) o pedido para o presidente da Argentina, Javier Milei, visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O ex-chefe da República foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi quem negou a autorização para a visita.
  • Javier Milei estaria no Brasil no dia 25 de julho para a convenção nacional do Partido Liberal (PL).
  • Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
  • A defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que uma carta sua seria publicada pelo filho nas redes sociais.
  • Moraes suspendeu todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, exceto de advogados e médicos.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que a visita ocorresse em 25 de julho, quando Milei estará no Brasil para a convenção nacional do PL.

Na decisão deste sábado, Moraes considerou o pedido prejudicado após ter suspendido na sexta-feira (17) qualquer visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos.

A medida foi tomada depois de o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.

Moraes entendeu que o ex-presidente violou uma das condições impostas para o regime domiciliar, a de não acessar ou utilizar as redes sociais.

A defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria publicada por Flávio, argumento que foi rejeitado por Moraes. Em decisão anterior, o ministro já havia restringido o senador de visitar o pai por 90 dias, ordem que foi mantida na sexta.

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, após ser considerado culpado de liderar uma tentativa de golpe de Estado junto com integrantes civis e militares de seu governo.

O ex-presidente chegou a ser preso em regime fechado, mas acabou tendo a prisão domiciliar humanitária concedida devido ao seu estado de saúde e após ter sido levado às pressas para o hospital.