A partir desta segunda-feira (20), começam as convenções partidárias em Mato Grosso, que vão até o dia 5 de agosto. Esse período é crucial para definir os candidatos, alianças e chapas para as eleições de outubro. Oito nomes são pré-candidatos ao governo, mas apenas o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não enfrentou dúvidas ou disputas internas. Os outros pré-candidatos, como Wellington Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSD) e Jayme Campos (União Brasil), lidaram com especulações e resistências dentro de seus partidos.
A semana que começa nesta segunda-feira (20) marca o início do período das convenções partidárias e vai colocar um ponto final nas principais dúvidas sobre a disputa pelo governo de Mato Grosso. Até o dia 5 de agosto, prazo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos precisam oficializar seus candidatos, alianças e chapas para as eleições de outubro.
- As convenções vão de 20 de julho a 5 de agosto e definem oficialmente os candidatos.
- Oito pessoas são pré-candidatas ao governo de Mato Grosso.
- O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) é o único que não enfrentou crises internas.
- O senador Wellington Fagundes (PL) enfrentou rumores de que seria substituído.
- A médica Natasha Slhessarenko (PSD) viu sua candidatura ser questionada após o ex-prefeito Emanuel Pinheiro entrar na disputa.
Neste ano, os cargos em disputa são de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Em Mato Grosso, apesar de oito nomes aparecerem como pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, apenas a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) passou pelo período de pré-campanha sem sofrer questionamentos internos ou especulações sobre uma possível desistência.
Disputas internas nos partidos
As demais pré-candidaturas passaram, em diferentes momentos, por problemas envolvendo alianças, disputas no grupo ou dúvidas sobre a viabilidade política. No PL, por exemplo, o senador Wellington Fagundes enfrentou várias especulações de que poderia ser substituído para que houvesse uma aliança entre Republicanos e o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pessoas ligadas a Pivetta chegaram a defender uma união que juntasse o eleitorado bolsonarista em torno do atual governador. Por causa desses rumores, a direção nacional do PL precisou repetir várias vezes, inclusive há cerca de um mês, que Wellington continuaria sendo o candidato do partido na disputa estadual.
Candidaturas sob pressão
Outra candidatura que virou alvo de especulações foi a da médica Natasha Slhessarenko (PSD). No início, ela era a representante do campo progressista em Mato Grosso, com apoio da Federação Brasil da Esperança e de partidos aliados. Mas a situação mudou depois que o presidente estadual do PSD, ministro Carlos Fávaro, admitiu a possibilidade de o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, entrar na disputa, o que reabriu o debate interno no partido.
Divergências no União Brasil
No União Brasil, o cenário também foi marcado por divergências. O senador Jayme Campos aumentou seus esforços para disputar o governo do estado, mas encontrou resistência dentro do próprio partido. O principal motivo da discordância veio do governador Mauro Mendes, presidente estadual da sigla, que defendia uma aliança em torno da candidatura de seu vice e sucessor político, Otaviano Pivetta.
Candidaturas de partidos menores
Já entre as candidaturas de partidos menores, as dúvidas estavam relacionadas principalmente à consolidação dos projetos e à capacidade das legendas de manterem seus nomes até as convenções. É o caso de Maurício Coelho (Inconfidência), Alex Pucinelli (Democracia Cristã), Sargento Laudicério Machado (PP) e Marcelo Malluf (Novo).


Pré-candidatos ao governo de Mato Grosso






