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Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro no caso Abin Paralela

Politica Arquivamento 21/07/2026 05:29 André Richter - repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu arquivar a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência. Ele seguiu a opinião da Procuradoria-Geral da República, que disse que os fatos já foram considerados na condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe, que resultou em 27 anos e três meses de prisão. Além disso, as acusações contra o filho de Bolsonaro, Carlos, foram enviadas para a Justiça Federal no Distrito Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (20) o arquivamento da investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante seu governo.

Na decisão, o ministro seguiu a opinião da Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que Bolsonaro já foi condenado pelos fatos relacionados ao monitoramento ilegal de autoridades públicas. No processo da trama golpista, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, pena que também levou em conta essa acusação.

  • O ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação contra Bolsonaro por causa da Abin paralela.
  • A PGR disse que os fatos já foram considerados na condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe.
  • Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
  • As acusações contra o filho de Bolsonaro, Carlos, foram enviadas para a Justiça Federal no Distrito Federal.
  • Outras quatro pessoas investigadas também tiveram o caso arquivado, por falta de provas.

Moraes determinou ainda que as acusações contra Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sejam enviadas para a Justiça Federal no Distrito Federal. Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) apurou a suposta ligação do chamado Gabinete do Ódio com o caso Abin Paralela.

Arquivamento

Na mesma decisão, o ministro determinou o arquivamento das investigações contra o ex-diretor-geral da Abin Luiz Fernando Corrêa, o ex-diretor adjunto Alessandro Moretti, o ex-corregedor José Fernando Moraes Chuy, e o ex-coordenador de operações Lucio de Andrade Parente. Para Moraes, não há indícios para o prosseguimento da investigação criminal.

As acusações feitas se limitam a conclusões gerais sobre suposta participação dos acusados em atos que atrapalharam a investigação, sem detalhar as condutas de cada um e sem mostrar o mínimo de provas para configurar um crime, afirmou o ministro.

Com a decisão, a PF deverá cancelar os indiciamentos desses investigados.