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09 de agosto de 2026

Senador de MT sofre pressão para desistir de candidatura e diz: 'tentaram me derrubar'

Politica Eleições 22/07/2026 14:30 ALEXANDRA LOPES e BRENDA CLOSS - FOLHAMAX folhamax.com

O senador Wellington Fagundes, candidato ao governo de Mato Grosso pelo PL, revelou que sofreu forte pressão para abrir mão da disputa. Ele afirma que havia um plano para que a eleição fosse decidida sem concorrência, mas que resistiu. A candidatura foi oficializada em convenção do partido, que também lançou nomes para o Senado, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

A candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo de Mato Grosso foi aprovada nesta quarta-feira (22), durante a convenção estadual do Partido Liberal. Já oficializado na disputa pelo Palácio Paiaguás, o político falou sobre a pressão que sofreu nos últimos meses para desistir da corrida eleitoral e deixar o caminho livre para uma união entre PL e Republicanos, do governador Otaviano Pivetta.

Wellington afirmou que havia um movimento para que a eleição fosse decidida "por W.O." e brincou com a situação ao comparar com o futebol. "Vocês sabem a pressão que recebemos aqui. Eles queriam ganhar a eleição por W.O. Falei: gente, até na Copa do Mundo não se aceita ganhar por W.O. Vamos disputar a eleição. Tem bastante candidato que seja W.F., mas não o W.O. Então, estão tentando até agora acabar com candidaturas", afirmou.

  • Wellington Fagundes resistiu à pressão para desistir da candidatura ao governo de MT
  • Partido Republicanos queria que PL deixasse a disputa em estados estratégicos
  • Senador lembrou que Blairo Maggi disse que Pivetta ainda não "emplacou" nas pesquisas
  • Convenção do PL também oficializou candidatos ao Senado, Assembleia e Câmara
  • Disputa interna foi comparada por Wellington a uma partida de futebol

Segundo o portal Metrópoles, dirigentes do Republicanos teriam condicionado o apoio à possível candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à retirada de candidaturas do PL em estados considerados importantes, entre eles Mato Grosso. O objetivo seria fortalecer o palanque do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Questionado sobre essa negociação, Wellington confirmou que o assunto chegou até a direção nacional do partido e admitiu que foi consultado várias vezes sobre a possibilidade de recuar. "Essa conversa foi com o Nacional. O Valdemar [Da Costa Neto] me perguntou várias vezes se era possível fazer uma composição. Eu respondi que queria ser candidato e propus que fossem feitas pesquisas. Se eu estivesse mal, você acha que eu iria insistir Claro que não. Mas os levantamentos foram mostrando a viabilidade da candidatura do PL e depois da minha candidatura", lembrou.

Wellington também lembrou um episódio das eleições de 2022 para dizer que disputas internas podem ser resolvidas sem briga. Segundo ele, o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou a pensar em disputar uma vaga ao Senado por Mato Grosso, mas a direção nacional mudou o projeto político. "Vocês lembram que o Tarcísio queria ser candidato ao Senado por Mato Grosso. Conversamos nacionalmente e ficou acertado que ele seguiria outro caminho. Olha o que aconteceu: virou governador de São Paulo", lembra.

Ao comentar o cenário da corrida eleitoral, o senador ainda citou uma declaração recente do ex-ministro da Agricultura, ex-governador e ex-senador Blairo Maggi (PP). Wellington afirmou que até ele reconhece que o governador ainda não conseguiu avançar nas pesquisas, embora acredite que esse quadro possa mudar. "Vocês ouviram o Blairo dizendo que até agora o governador não emplacou, mas que acredita muito nele. É isso. Pesquisa não ganha eleição. Pesquisa é foto do momento. Cabe aos candidatos fazer campanha e convencer o eleitor", finalizou.

Também teve a candidatura aprovada para o Senado o deputado federal Senador Medeiros. Durante a convenção do partido, a sigla apresentou os nomes que vão compor as chapas para deputados estaduais e federais. Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, aparecem: Abmael Borges, Alex Cardozo, Alcino Barcelos, Faissal Calil, Gilberto Cattani, Jerônimo Gonçalves, Luciana Horta, Maurício Escobar, Gilmar Miranda, Professora Mazé, Rafael Yonokubo, Samantha Íris, Vitor Gabriel, Xerife Otávio, Xuxu Dal Molin e Zé Márcio Guedes.

Já para a Câmara dos Deputados, os nomes apresentados foram: Assis, Fernanda, Giovani Mendes, Luiza Bôer, Gislayne Yamashita, Rafael Ranalli, Rodrigo da Zaeli e Thiago Boava. O nome de Agro Taigo ainda não foi definido e deve passar por novas conversas com a direção do partido antes da decisão final.