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Brasil nega entrada de funcionários de Trump que queriam investigar as eleições

Politica Visto 26/07/2026 07:21 Jolismar Bruno - Primeira Página primeirapagina.com.br

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), negou o visto de entrada para dois funcionários do governo dos Estados Unidos. Eles pretendiam vir ao Brasil para questionar a segurança das eleições brasileiras, o que foi visto como uma tentativa de interferência. A decisão foi tomada depois que o governo brasileiro soube que a visita estava ligada a alegações falsas sobre as urnas eletrônicas, feitas por um candidato à presidência.

O subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto, Samuel Samson, ambos dos Estados Unidos, tiveram os vistos brasileiros negados pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, segundo confirmou o órgão neste sábado (25). Os vistos foram negados na sexta-feira (24).

  • Dois altos funcionários do governo dos EUA tiveram a entrada no Brasil barrada pelo Itamaraty.
  • Eles queriam vir ao Brasil para falar sobre as eleições, mas o governo brasileiro viu isso como uma tentativa de interferir no processo eleitoral.
  • A visita dos americanos aconteceria depois que um candidato à presidência espalhou uma notícia falsa sobre as urnas eletrônicas.
  • O candidato Flávio Bolsonaro disse, sem provas, que as urnas brasileiras eram de uma empresa venezuelana, o que foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
  • O TSE explicou que as urnas são feitas no Brasil por empresas escolhidas em concorrência pública, garantindo a segurança e a transparência das eleições.

O governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado norte-americano de enviar dois funcionários para o Brasil, para conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro.

Chamou a atenção das autoridades brasileiras que o pedido de visto veio na sequência de evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O governo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos.

O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras.

Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante o evento com diplomatas em Brasília, que os equipamentos brasileiros seriam da empresa venezuelana Smartmatic, sem apresentar provas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil.

Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob direta coordenação dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral.