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02 de agosto de 2026

PT confirma candidatura de Lula à reeleição em convenção em São Paulo

Politica Eleições 02/08/2026 14:10 Samuel Lima e Matheus de Souza - Extra extra.globo.com

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta alta rejeição, tenta seu quarto mandato na chapa com o vice Geraldo Alckmin. A campanha aposta nos temas democracia e soberania.

Em busca de seu quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) na manhã deste domingo (2), em São Paulo. O evento confirmou sua candidatura à reeleição.

O presidente abriu seu discurso com uma autocrítica e reclamou sobre a falta de mulheres na programação do evento. De improviso, o petista convocou a primeira-dama Janja da Silva para fazer um discurso antes dele: "Nós, mulheres, que fazemos marmita para nossos maridos, limpamos a casa, chegamos em casa às dez horas da noite, vamos te eleger", disse Janja.

  • Lula disputa a eleição pela sétima vez e quer ser o presidente com mais mandatos na história do Brasil.
  • A primeira-dama Janja fez um discurso improvisado para defender a participação das mulheres na campanha.
  • O presidente afirmou que é a única candidatura que não precisa mentir para o povo, porque já fez muito pelo país.
  • Lula elogiou o vice Alckmin, chamando-o de leal e competente, e prometeu brigar por mais investimentos em saúde e defesa.
  • O candidato pediu para os eleitores não se preocuparem com pesquisas, dizendo que a campanha só está começando.

Antes da abertura oficial do evento, Marina Silva, Simone Tebet e Benedita da Silva participaram de entrevistas transmitidas ao vivo. Nos discursos oficiais, porém, não havia mulheres escaladas. Antes de Lula, discursaram o presidente do PT, Edinho Silva; o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT); e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Lula se compara a uma Copa do Mundo

Lula afirmou que está indo para a "sétima Copa do Mundo", em referência ao número de eleições presidenciais disputadas desde 1989, e que será tetra, otimista com a conquista do quarto mandato. "Todo mundo sabe que somos a única candidatura que não tem que contar uma mentira, uma inverdade nessa campanha. Não temos que inventar nada a dizer pro povo. Quem fez, pode prometer mais. Quem não fez, não tem o que prometer", discursou o petista.

Fez elogios a Alckmin, ao dizer que ele foi o melhor ministro da Indústria e Comércio que poderia ter. E que tem "muita gente sabida da Faria Lima" dando sugestões na pasta, mas sem ter aplicação prática. "Essa competência fez você ser meu vice outra vez. Além da sua competência, a sua lealdade e o seu companheirismo."

Obras do PAC e compromissos com as mulheres

O petista exaltou o alcance do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao alegar que 99% das prefeituras foram contempladas com alguma obra e que o governo tem "autoridade em cada cidade e estado para defender com orgulho aquilo que fizemos". "Lógico que não dá para fazer tudo, mas a gente vai caminhando. Deus demorou sete dias para criar o mundo e ainda não acabou", disse.

Em outro aceno às mulheres, dedicou parte da fala a políticas de combate à violência de gênero, ao dizer que se o eleitor "bater na mulher, não precisa votar em mim" e que "não existe contrato que permita ser dono" em relacionamentos afetivos, incentivando as vítimas a denunciarem seus agressores.

Campanha e desafios futuros

Lula lembrou do pedido de voto feito neste sábado (1º), em evento na Bahia, admitindo que pode ser multado pelo episódio diante das regras eleitorais que vedam campanha antecipada antes do dia 16 de agosto. "Não fiquem preocupados com pesquisa. A guerra não começou, o campeonato não começou. Ela começa agora. Não posso falar que eu sou candidato", reclamou o petista, que planeja evento no ABC paulista como partida da campanha. "Tem um monte de gente que não é bolsonarista e que precisamos convencer."

Lula reclamou das indicações parlamentares dentro do orçamento público e do fundo partidário, enquanto parte do público deixava o espaço. Pediu para os candidatos de esquerda serem eleitos em outubro, porque pretende fazer "briga democrática" dentro do Congresso em um eventual quarto mandato.

Elencou, também, uma série de compromissos caso seja reeleito, incluindo um programa voltado para o cuidado de idosos e investimentos na indústria da defesa, "para ninguém invadir esse país e levar o presidente" ele não citou diretamente Nicolás Maduro, na Venezuela, que foi preso em uma operação dos Estados Unidos.