Presidente estadual do PSDB comenta desgastes da operação policial contra o candidato Hugo Garcia e diz que o partido irá consultar advogados antes de tomar posição sobre a candidatura.
O presidente estadual do PSDB, deputado Carlos Avallone, afirmou nesta terça-feira, 25 de agosto, que a operação da Polícia Civil contra o candidato a deputado estadual Hugo Garcia (PSDB) provoca desgaste ao partido e disse que a Executiva tucana vai avaliar os desdobramentos do caso antes de decidir qual posição adotar. Avallone afirmou ainda que consultará advogados para saber se a investigação pode causar algum impedimento à candidatura.
Olha, sempre uma operação traz desgaste, não há dúvida, isso, não podemos omitir isso. Mas vamos aguardar, ela aconteceu; acontecendo a operação há sempre um desdobramento. vou aguardar esse desdobramento, rapidamente, e conversar com todos os membros do partido para que a gente possa emitir uma posição e tomar uma decisão sobre isso, afirmou.
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Hugo Garcia, ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), é um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil. A investigação apura supostas irregularidades em movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão. Entre os crimes investigados estão furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
Segundo Avallone, ele recebeu as informações sobre a operação na manhã desta terça-feira e pretende ouvir o próprio Hugo Garcia, além da Executiva e de outros integrantes da legenda, antes de divulgar uma manifestação oficial.
Olha, eu recebi a informação agora de manhã sobre a operação, eu estou aguardando para conversar com o deputado Hugo Garcia, estou consultando a executiva e os pré-candidatos e deveremos emitir uma nota talvez nas próximas horas ou próximos dias, só esse respeito. Vamos aguardar para ver exatamente o que é a operação e ouvir também o deputado estadual Hugo Garcia para ele colocar a sua posição a respeito da operação, afirmou.
O presidente do PSDB também disse que ainda não sabe se as medidas adotadas na investigação podem produzir algum reflexo jurídico sobre a candidatura de Hugo Garcia e que buscará orientação dos advogados da sigla.
Eu não sei nem se ele pode ser, se ele não pode ser candidato, então precisamos ver a posição jurídica; eu vou conversar com os advogados para entender e vou conversar com ele. Primeiro, todo mundo tem direito à defesa, disse.
Na operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do Imafir-MT. A Polícia Civil informou que documentos, computadores, celulares e registros contábeis apreendidos serão analisados. As medidas cautelares não representam condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade.


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