Ex-governador de Mato Grosso sugere mudanças no STF, como mandato de 12 anos para ministros, julgamento colegiado e retirada da competência para julgar deputados e senadores.
Cuiabá 29 de Agosto de 2026
O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Pedro Taques (PSB), defendeu mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as propostas, ele citou mandato de 12 anos para ministros da Corte, proibição de decisões monocráticas em questões constitucionais e a retirada da competência do STF para julgar deputados federais e senadores.
Taques afirmou que o Supremo deveria atuar como um tribunal colegiado, e não ficar concentrado nas decisões individuais dos ministros. Segundo o candidato, os ministros deveriam ter mandato de 12 anos, modelo que, segundo ele, existe na Espanha. Eu defendo algumas mudanças significativas no Supremo. Supremo deve ser o tribunal, não o ministro. Defendo que ministro seja proibido, em questões constitucionais, de dar decisão monocrática. O que é isso Decidir sozinho. 513 deputados votam sim. 81 senadores votam sim. E vem o ministro do Supremo e derruba tudo isso, declarou durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, na última quarta-feira (26).
O ex-governador também defendeu que parlamentares deixem de ser julgados pelo STF. Para ele, existe um conflito de interesses porque senadores participam da aprovação dos indicados para a Suprema Corte. Porque muitos senadores, 70% dos senadores que vão aprovar ou não o indicado para ser ministro do Supremo têm inquérito, ação penal, processo e estão, como diz o ex-governador Júlio Campos, na pica do saci, comparou.
LAVA-JATO
Durante a entrevista, Taques também afirmou que mantém a mesma posição que adotava quando atuava como procurador da República e senador, especialmente em relação à Operação Lava Jato. Eu não mudei. Eu estou no mesmo lugar, defendendo a democracia, defendendo a Constituição. Eu advogo na Lava Jato. A minha função é ser advogado, afirmou.
Taques criticou a atuação de magistrados e integrantes do Ministério Público que, segundo ele, teriam combinado provas durante processos da Lava Jato. Eu vi o que ocorreu na Lava Jato. Combinação de prova entre o juiz e o promotor. Quem combina prova entre juiz e promotor vai precisar de Deus para defendê-lo, ponderou.
Apesar das críticas, o candidato reconheceu a existência de corrupção na Petrobras. Houve corrupção na Petrobras Houve corrupção na Petrobras. Quero revelar isso e concordar com isso. No entanto, o juiz não pode combinar prova com o promotor, ponderou.
Taques ainda disse defender o direito à ampla defesa e ao contraditório para qualquer investigado, inclusive o ex-governador Mauro Mendes (União), seu adversário político na disputa pelo Senado. Eu defendo que todo cidadão, inclusive o Mauro Mendes, tenha ampla defesa, direito ao contraditório. Eu defendo isso. Eu sou um constitucionalista. Defendo a Constituição, encerrou.
Informações rápidas
- Mandato de 12 anos para ministros do STF
- Tribunal colegiado em vez de decisões monocráticas
- Retirada da competência do STF para julgar deputados e senadores
- Defesa do contraditório e ampla defesa
- Posição sobre a Lava Jato e transparência nas provas
Compartilhar
Compartilhe esta matéria: WhatsApp | Facebook | Google+


Ex-governador Taques defende propostas para STF






