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02 de setembro de 2026

Candidata repudia empresário que chamou feminicídio de 'frescura da esquerda'

Politica Polêmica 02/09/2026 09:06 Fernanda Leite / Estadão MT estadaomatogrosso.com.br

A médica Natasha Slhessarenko, candidata ao governo de Mato Grosso, classificou a fala do empresário Odilio Balbinotti sobre o feminicídio como absurda, defendendo punições mais severas para agressores e maior proteção às vítimas. A discussão ocorreu durante um debate televisionado.

A médica Natasha Slhessarenko, candidata ao Governo de Mato Grosso pelo PSD, reagiu com indignação a uma declaração do empresário Odilio Balbinotti, que afirmou que o termo feminicídio foi inventado pela esquerda. Ela classificou a fala como surreal e destacou a importância de nomear corretamente os crimes para garantir proteção às mulheres. A troca de argumentos aconteceu durante um intervalo de um debate promovido pela TV Vila Real, em Cuiabá.

Para Natasha, negar a existência do feminicídio como uma categoria específica de crime é ignorar a realidade da violência de gênero e prejudicar a segurança das vítimas. A candidata argumentou que, assim como existem leis para o latrocínio (roubo seguido de morte), é necessário reconhecer a gravidade específica do assassinato motivado pelo sexo da vítima, exigindo ações concretas do poder público.

  • Natasha Slhessarenko defende penas mais duras para agressores e melhor proteção às vítimas.
  • O empresário Odilio Balbinotti está na chapa de José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.
  • Balbinotti argumentou que criar novos nomes para crimes não reduz a violência na prática.
  • A controvérsia ocorreu em um debate público transmitido pela TV Vila Real em Cuiabá.
  • A candidata considerou inacreditável a ideia de que o feminicídio é apenas uma pauta partidária.

Ao comentar a fala de Balbinotti, Natasha pediu cunho de realidade e questionou a lógica por trás da afirmação. Pelo amor de Deus, isso eu prefiro escutar que isso não existiu. É verdadeiramente surreal imaginar que um candidato aí está lá dizendo que feminicídio não existe, que isso é pauta criada pela esquerda. Então não existe latrocínio Então essas tipificações de crime não podem existir Onde já se viu isso, gente, disse a médica, usando comparações com outros crimes tipificados no Código Penal Brasileiro.

Balbinotti, que concorre como primeiro suplente de senador na aliança do deputado federal José Medeiros, publicou um vídeo nas redes sociais reforçando seu ponto de vista. Nele, ele argumenta que o feminicídio é, em essência, um homicídio de mulher e que não resolve nada criar um nome. O empresário conclamou a sociedade e os governantes a focarem em ações efetivas contra a violência, em vez de discutir a nomenclatura dos crimes, sugerindo que o debate jurídico poderia estar afastando a sociedade das soluções práticas de segurança.

A declaração de Balbinotti gerou forte reação no meio político e na sociedade civil durante o programa da TV Vila Real, que discutia a violência contra a mulher em Mato Grosso. Enquanto o empresário via a mudança de nomes como um excesso jurídico, Natasha e outros defensores da causa argumentaram que a tipificação é vital para a aplicação de leis mais específicas e para a conscientização sobre as causas da violência de gênero, muitas vezes ligadas a relações de poder desiguais. A candidata reforçou que a omissão na proteção é parte do problema e que o governo que ela propõe terá como prioridade a defesa intransigente dos direitos das mulheres.

A polêmica no debate eleitoral

A troca de falas revelou a diferença de prioridades na campanha para o governo estadual entre os candidatos. De um lado, a defesa de mudanças na legislação e no reconhecimento das dinâmicas de gênero como motivadores de crimes. Do outro, a exigência de medidas práticas de segurança sem foco excessivo na legislação de nomes de crimes. Para Natasha, a discussão foi crucial para mostrar aos eleitores sua posição firme contra a violência de gênero e sua defesa de políticas públicas robustas de proteção. Ela aproveitou o momento para chamar a atenção para a urgência do tema e para o seu compromisso com a vida das mulheres em Mato Grosso, transformando a crítica em um momento de mobilização de sua base eleitoral em torno da causa feminista.