Presidente do PL no Mato Grosso anuncia abertura de processo contra gestores municipais que declararam apoio a Otaviano Pivetta, apesar do partido ter candidato próprio ao governo do estado.
O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, declarou nesta quarta-feira, 2 de setembro, que o partido vai investigar os prefeitos da legenda que apoiaram o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pela reeleição. A medida afeta políticos que não seguiram a indicação do PL, cujo candidato ao governo estadual é o senador Wellington Fagundes.
Os prefeitos citados por Ananias são Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Todos eles são do PL, mas declararam apoio a Pivetta. Segundo o dirigente, eles já foram convidados a desvincular-se do partido. Se recusarem, o PL irá analisar suas condutas.
- Prefeitos de Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera do Leste são alvo da ação.
- O PL questiona o uso da estrutura partidária por quem apoiou o rival.
- Ananias afirma que expulsões serão decididas caso a caso, após defesa.
- O setor jurídico do partido já analisa o início dos processos.
- Ananias nega que a saída desses prefeitos enfraqueça a legenda em Mato Grosso.
Procedimentos e punições
Ananias explicou que o partido abrirá processo para cada caso. Ele garantiu que os prefeitos terão direito a defesa. Segundo ele, a análise deve durar entre 30 a 60 dias. Nesse período, o partido decidirá se aplicará punições.
O presidente do PL disse que não vê problema em um filiado apoiar outro candidato. Porém, ele afirma que o político deveria sair do partido para fazer isso. Ananias critica a falta de comprometimento com a legenda.
Eu estou fazendo todo o levantamento e vamos abrir o procedimento. Vamos abrir o procedimento, dar o amplo direito de defesa, que é normal. Nesses 30, 40 dias, 60 dias, resolve, afirmou Ananias.
Críticas ao uso da estrutura
Para o dirigente, a postura dos prefeitos é equivocada. Ele argumenta que eles usaram a estrutura do PL e receberam recursos públicos destinados aos partidos. Por isso, deveriam apoiar a candidatura do próprio partido.
Ananias disse que o uso de recursos públicos pelos prefeitos não é motivo de discórdia. O problema, segundo ele, é a falta de reconhecimento por parte dos gestores. Ele pediu que respeitassem o acordo partidário.
Quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando. Mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público, que é público, mas que é destinado por delegação aos partidos, ele deveria ter a hombridade de falar: poxa, eu tive essa estrutura, eu tive esse apoiamento e agora eu acho que eu vou retribuir, disse.
Justiça interna e mudanças
Sobre a possibilidade de expulsão, Ananias declarou que não será automática. O partido fará um relatório de cada caso. O relator analisará a conduta do filiado. Aí, decidirá a pena. Ele não confirmou se todos sairão do partido.
O setor jurídico do PL já recebeu os dados. O partido está preparando o documento para começar a investigação. Ananias disse que a portaria será nos próximos dias.
Já está no jurídico. Eu passei tudo para o jurídico do Partido Liberal. O jurídico está analisando o início da portaria que vai iniciar o ato. Nesses próximos dias a gente publica, declarou.
Mudanças em diretórios
Além dos processos, o PL terá mudanças nos diretórios. Em Várzea Grande, o médico Farina Alencar assumirá a liderança. Em Campo Novo, o novo presidente ainda será escolhido. Em Sapezal, a direção foi removida.
Ananias negou que o apoio de prefeitos rivais prejudique o partido. Ele afirmou que o PL continua forte em Mato Grosso.
Nada, nada enfraquece o Partido Liberal, afirmou.


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