Candidato do PT ao governo paulista diz que herdará um estado com déficit orçamentário e critica a gestão de Tarcísio de Freitas, acusando o ex-presidente Bolsonaro de favorecimento ao banco Master
Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos TRABALHADORES (PT), alertou neste sábado, 5 de setembro de 2026, que caso seja eleito, herdará a administração estadual em uma situação financeira crítica. Ele afirmou que receberá o estado 'sem caixa e com déficit orçamentário'. Segundo Haddad, há uma perda significativa de reservas financeiras em comparação com o início da gestão atual.
O ex-presidente Lula e candidatos a senadores como Marina Silva e Simone Tebet acompanharam o discurso. Haddad destacou que São Paulo tinha R$ 22 bilhões em caixa no início do governo atual, mas hoje conta com apenas R$ 5 bilhões. Ele classificou a situação como um evento inédito em três décadas, indicando graves problemas nas contas públicas do estado.
Principais pontos da crítica fiscal de Haddad
- O caixa do estado caiu de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões.
- Os R$ 5 bilhões restantes pagariam apenas uma semana de despesas estaduais.
- A situação fiscal ruim não acontecia há 30 anos, desde o governo Mário Covas.
- Haddad prometeu enfrentar o desafio de equilibrar as contas ao assumir.
De acordo com o candidato petista, os R$ 5 bilhões disponíveis atualmente no estado seriam suficientes para cobrir os custos do governo por apenas uma semana. Essa afirmação reflete a preocupação com a liquidez imediata da administração estadual. Haddad usou esse argumento para contrastar a situação atual com a estabilidade fiscal que, segundo ele, existiu durante quase três décadas.
Histórico de equilíbrio e críticas à atual gestão
O petista argumentou que as contas de São Paulo estavam bem organizadas desde a gestão de Mário Covas, há cerca de 30 anos. Para Haddad, a situação fiscal atual é a principal falha da administração de Tarcísio de Freitas. O discurso foi dado durante um comício na cidade de São José do Rio Preto, no interior paulista.
Além das finanças, Haddad atacou as políticas de educação, saúde e segurança. Ele afirmou que o ensino médio público de São Paulo caiu do terceiro lugar para o décimo no ranking nacional. Também alegou um aumento nas filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). Essas críticas visam mostrar que a má gestão fiscal impacta diretamente os serviços básicos oferecidos à população.
Conexão com o caso do Banco Master
No mesmo evento, Haddad relacionou o problema fiscal com o caso do Banco Master. Ele declarou que a instituição e seu dono, Daniel Vorcaro, 'corromperam muita gente' e chamaram o caso de uma 'máfia'. Haddad associou o crescimento do banco à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e ao presidente do Banco Central nomeado por ele. Ele citou repasses de dinheiro para ministros, candidatos a governador e presidência, caracterizando corrupção generalizada.
O Banco Master teve a liquidação decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Haddad disse que 'todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master' sem que isso fosse chamado pelo seu nome. A fala ocorreu na presença do presidenciável Lula e das candidatas a senadoras Marina Silva e Simone Tebet. Essa conexão sugere uma estratégia política de ligar a crise financeira estadual a influências federais anteriores, buscando responsabilizar o governo passado pelos problemas atuais em São Paulo.


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