Vítima de agressões caseiras relata como o apoio da ex-primeira-dama Virginia Mendes foi essencial para sua reconstrução. A candidata a deputada federal levanta a bandeira de aumentar as penas para crimes graves contra mulheres, incluindo a possibilidade de prisão perpétua.
Stephany Leal estava machucada e perdida quando decidiu contar a história de violência que vivia dentro de casa. Para ela, falar sobre a relação abusiva foi um último pedido de ajuda desesperado.
Foi nesse momento crítico que Virginia Mendes apareceu em sua vida. "Eu precisava de proteção, precisava ser acolhida e ouvida. Foi nesse momento que a Virginia entrou na minha vida, e eu nunca vou esquecer. Ela me acolheu, me ouviu, me deu apoio e me apresentou o SER Família Mulher", relata a vítima. O acolhimento profissional e humano foi fundamental para que ela rompesse os laços com o agressor e começasse a reconstruir sua existência.
- Programa SER Família Mulher: Oferece auxílio-moradia e acompanhamento pela rede de proteção.
- Impacto: 3.832 mulheres foram atendidas no estado com investimento de R$ 11,4 milhões.
- Proposta Federal: Virginia Mendes quer debater penas mais duras, como prisão perpétua, em Brasília.
- Atualização Legal: A pena do feminicídio no Brasil passou a ser de 20 a 40 anos de prisão em 2024.
- Objetivo: Garantir que outras vítimas tenham voz e suporte nos momentos mais difíceis.
Do apoio local à agenda nacional
O resgate pessoal de Stephany está ligado diretamente às políticas públicas que Virginia Mendes implementou como primeira-dama voluntária de Mato Grosso. Durante esse período, ela articulou ações focadas em proteger mulheres que sofreram violência doméstica. A base desse trabalho foi o programa SER Família Mulher, idealizado por Virginia e executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Ponto de apoio e proteção
O programa funciona oferecendo um teto (auxílio-moradia) e monitoramento constante pela rede de proteção para as mulheres que se enquadram nos critérios técnicos. Os números mostram a relevância da iniciativa: segundo a Setasc, 3.832 mulheres foram atendidas diretamente pelo programa, representando um investimento de R$ 11,4 milhões em cuidado e estrutura. Além do abrigamento, a gestão idealizou a Expedição SER Família Mulher MT Por Elas, uma ação itinerante que começou em maio de 2024. Essa expedição percorreu diversas regiões do Mato Grosso com o objetivo de treinar profissionais da segurança, assistência social e saúde, fortalecendo a rede de proteção em todo o estado.
Reforço na segurança e tecnologia
A agenda de proteção também incluiu melhorias tecnológicas e policiais concretas. Houve a ampliação da Patrulha Maria da Penha para monitorar agressores com medidas protetivas. Outras ferramentas foram implantadas, como o uso de monitoramento eletrônico para agressores, o Botão do Pânico para emergências e o aplicativo SOS Mulher, que facilita o chamamento de socorro. Todas essas ações formam um ecossistema de defesa que Virginia Mendes agora quer expandir para o âmbito federal.
Proposta de duras penas no Congresso
Agora candidata a deputada federal pelo UB-Progressista, Virginia afirma que levará a urgência do tema para Brasília. Sua principal proposta é discutir a criação de punições mais severas para feminicidas e autores de crimes considerados hediondos. A candidata defende abertamente a possibilidade de instituir a prisão perpétua. "Mesmo com os entraves impostos pela Constituição Federal, acredito que podemos avançar nesse debate, e é por isso que vou lutar", afirma Virginia. Vale ressaltar que a atual Constituição Brasileira proíbe penas de caráter perpétuo. No entanto, a legislação sobre feminicídio já foi endurecida em 2024, elevando a pena base para um mínimo de 20 anos e um máximo de 40 anos de prisão, podendo ser agravada em situações específicas previstas em lei.
A importância de acreditar na vítima
Para Stephany Leal, que hoje está estudando, investindo no seu futuro e iniciando sua segunda graduação, o enfrentamento à violência começa no momento em que a vítima encontra coragem para pedir ajuda. "Eu não sei onde estaria hoje se alguém não tivesse acreditado em mim naquele momento. Talvez ainda estivesse presa a uma realidade que me impedia de seguir em frente, assim como sabemos que muitas mulheres ainda estão", afirma.
Com mais maturidade, ela consegue visualizar o impacto que aquela relação abusiva teve em sua vida e o papel das pessoas que a ajudaram a sair dela. Ela finaliza com uma mensagem de esperança para outras vítimas. "Minha gratidão sempre será eterna pela Virginia, não só pelo apoio, mas pelo acolhimento e pela humanidade que ela teve comigo. Espero, de coração, que ela possa continuar impactando a vida de outras mulheres que precisam de apoio, acolhimento e voz nos momentos mais difíceis, assim como fez comigo."


Stephany Leal junto com Virginia Mendes e Mauro Mendes (Foto: Assessoria)





