O Governo do Distrito Federal (GDF) revelou que gastou cerca de 35 milhões de reais em publicidade entre julho e setembro de 2026. O dinheiro foi usado principalmente na internet e TV para divulgar ações do governo, enquanto uma grande parte do orçamento para propaganda continua livre para novos gastos no futuro.
O Governo do Distrito Federal (GDF) pagou R$ 34,9 milhões em publicidade entre julho e setembro de 2026. Essa informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Todo esse dinheiro foi usado para pagar jornais, rádios, campanhas institucionais e a criação de peças publicitárias.
Quase todo esse dinheiro foi destinado à internet, com R$ 8,56 milhões. A televisão recebeu o segundo maior valor, com R$ 6,13 milhões para publicidade institucional. Além disso, sobraram recursos para mídia alternativa, jornais impressos, rádios e plataformas digitais.
- Internet lidera: Recebeu R$ 8,56 milhões, a maior fatia do bolo publicitário.
- TV em segundo: A televisão institucional ganhou R$ 6,13 milhões no trimestre.
- Pequenos veículos: R$ 3,25 milhões foram para 174 sites, blogs e jornais regionais.
- Dinheiro parado: O governo ainda tem R$ 47 milhões livres no orçamento para propaganda.
- Combate a problemas: R$ 37 milhões foram reservados para campanhas de utilidade pública.
A criação das campanhas também custou caro. Produzir filmes, fotografias, materiais gráficos e realizar pesquisas consumiu outros R$ 3,58 milhões no trimestre. Não foi apenas comprar espaço nos veículos que gerou despesas, a produção em si pesou no bolso público.
Detalhamento dos investimentos em mídia
O levantamento detalhou que R$ 3,25 milhões foram distribuídos entre 174 veículos classificados como alternativos. Esse grupo inclui sites de notícias, blogs e jornais regionais menores. Do total de R$ 34,9 milhões pagos no período, a maior parte, R$ 31,1 milhões, corresponde a despesas do ano de 2026. Outros R$ 544,5 mil foram usados para publicidade legal obrigatória.
Para além do que já foi pago, o governo ainda se comprometeu a gastar mais. Foram empenhados R$ 37,38 milhões em novas campanhas durante o mesmo período. A maior parte dessa reserva, R$ 36,5 milhões, está reservada para ações de utilidade pública, que buscam alertar a população sobre riscos e direitos.
Campanhas de interesse público
Entre as campanhas futuras previstas, destaca-se a de combate ao feminicídio, com R$ 13 milhões. Outra grande verba, também de R$ 13 milhões, será usada na prevenção a incêndios florestais. A prevenção à dengue recebeu R$ 1 milhão, enquanto a doação de sangue teve R$ 5,5 milhões e a doação de leite materno, R$ 4 milhões. Embora essas ações sejam de interesse social, o volume total de recursos para comunicação gera surpresa.
O ponto que mais chama a atenção é a sobra de dinheiro. Ao final de setembro, o GDF mantinha R$ 47 milhões de saldo orçamentário disponível exclusivamente para publicidade institucional. Esse número mostra que, mesmo após gastar quase R$ 35 milhões em três meses e reservar outros R$ 37,38 milhões, o governo ainda tem uma reserva enorme para continuar divulgando suas ações.
A ausência de cortes específicos nessa verba é notável, especialmente porque outras áreas da administração pública enfrentam restrições e cortes. Na prática, o orçamento para propaganda foi protegido, garantindo ao governo espaço para continuar mantendo e ampliando sua exposição nos meios de comunicação.
Prioridades da gestão
Esse volume de recursos movimentado em apenas um trimestre coloca a comunicação institucional entre as áreas com maior disponibilidade de dinheiro no GDF. Isso levanta questionamentos sobre as prioridades da gestão na aplicação do dinheiro público, em um momento de desafios orçamentários gerais.


Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília





