O estado de São Paulo começou a preparar mais de 114 mil urnas eletrônicas para o segundo turno das eleições, que deve ter votação mais rápida. A previsão é que a preparação termine até 23 de outubro.
Nesta quarta-feira (14), o estado de São Paulo começou a preparar mais de 114 mil urnas eletrônicas para o segundo turno das eleições de 2026, que acontece no dia 25 de outubro. Só na capital paulista, mais de 28 mil equipamentos serão usados na votação.
Durante essa preparação, cada urna recebe os dados oficiais das eleições, como as informações sobre os candidatos.
- São Paulo tem mais de 114 mil urnas eletrônicas.
- A capital paulista concentra mais de 28 mil máquinas.
- O segundo turno será apenas para presidente, já que Tarcísio de Freitas foi reeleito governador no primeiro turno.
- A preparação das urnas deve ser concluída até 23 de outubro.
- A votação deve ser mais rápida porque há apenas um cargo em disputa.
Uma cerimônia pública aconteceu no fim da manhã, na 1ª Zona Eleitoral da capital, no centro de São Paulo, para marcar o início dos trabalhos. Essa zona é responsável por 449 seções eleitorais e vai preparar 505 urnas.
São mais urnas do que seções eleitorais para que haja equipamentos reservas caso alguma urna apresente problema no dia da votação.
A previsão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) é que a preparação termine em todo o estado até 23 de outubro, dois dias antes da votação.
Disputa apenas pelo cargo de presidente
No segundo turno, os eleitores de São Paulo vão escolher apenas o próximo presidente da República. Não haverá votação para governador, porque o atual governador, Tarcísio de Freitas, foi reeleito no primeiro turno.
Como funciona a preparação das urnas
Para o segundo turno, o processo de preparação das urnas costuma ser mais rápido do que no primeiro, explica o chefe de cartório da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Erick Viana. Isso acontece porque agora as urnas só precisam ser reprogramadas.
O processo é mais simples porque, no primeiro turno, é preciso carregar o ambiente de votação, ou seja, inserir os dados da seção. Agora, esse ambiente já está na urna eletrônica. Então, só é preciso reprogramar a urna para que ela entenda que apenas um cargo está em disputa, com dois candidatos, explicou.
O primeiro passo é gerar as mídias com os dados dos candidatos. Segundo o TRE-SP, as mídias são dispositivos parecidos com pen drives, onde ficam gravadas as informações necessárias para as urnas funcionarem. Depois de gravadas, as mídias são inseridas nas urnas.
Quando esse processo termina, as urnas passam por um teste de funcionamento. Se estiverem em boas condições, elas são lacradas para a votação, com identificação do município, local de votação e seção eleitoral.
Depois, as urnas ficam guardadas em caixas lacradas e assinadas pelas autoridades, como juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos. Elas são levadas aos locais de votação somente na véspera das eleições.
Como os sistemas são programados com antecedência, não é possível usar as urnas antes do dia da votação.
Expectativa de votação mais rápida
No primeiro turno, São Paulo teve problemas com chuvas fortes e filas. Algumas seções eleitorais precisaram estender o horário de votação para depois das 17h, pois muitos eleitores ainda aguardavam na fila.
Para o segundo turno, a expectativa é que não haja mais atrasos, afirmou o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré.
O primeiro turno foi muito satisfatório, mas tivemos alguns problemas por causa de chuvas e ventos. Inclusive, foi preciso remover uma seção eleitoral inteira, mas isso não atrapalhou as eleições, disse ele a jornalistas.
Agora, como há apenas um cargo em disputa, esperamos que tudo aconteça mais rápido, completou.


© Paulo Pinto/Agência Brasil







