Pesquisa BTG/Nexus aponta que dois terços dos eleitores aprovam a redução da jornada para cinco dias de trabalho sem perda de salário. Aprovado entre trabalhadores e eleitores de Lula, o tema divide os apoiadores de Flávio Bolsonaro e empresários.
O fim da escala 6x1, que propõe cinco dias de trabalho e dois de descanso sem redução no salário, é aprovado por 66,2% dos brasileiros, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19). Por outro lado, 26,4% dos entrevistados desaprovam a mudança, e 7,4% afirmaram não saber ou não responderam.
Entre os eleitores do presidente Lula (PT), o apoio é expressivo: 91,4% aprovam o fim da escala 6x1, enquanto apenas 5,3% desaprovam e 3,3% não souberam ou não responderam. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o cenário é mais dividido, com 41,1% favoráveis ao fim da jornada de seis dias e 48,6% contrários. Outros 10,3% nessa categoria não souberam ou não responderam.
- 66,2% dos brasileiros aprovam o fim da escala 6x1.
- 91,4% dos eleitores de Lula apoiam a mudança.
- 78,3% dos trabalhadores com renda de até 1 salário mínimo são a favor.
- 36,1% dos empresários aprovam a redução da jornada.
- 17,7% dos apoiadores deixariam de votar em quem não apoia a mudança.
Diferenças por renda e ocupação
O apoio à medida varia conforme a renda familiar. Entre os entrevistados com renda de até um salário mínimo, 78,3% aprovam a mudança. Na faixa de renda acima de cinco salários mínimos, o percentual de aprovação cai para 57,7%, enquanto 37,2% desaprovam a iniciativa.
O levantamento também mostra diferenças importantes conforme o tipo de ocupação. Entre os trabalhadores domésticos, 81,7% apoiam o fim da escala. No setor público, 75,9% são favoráveis, e no setor privado, o apoio é de 67,3%. No entanto, entre os empresários, apenas 36,1% aprovam a medida, enquanto 56% são contra.
Influência na escolha do voto
A pesquisa mediu o peso do tema na decisão de voto. Entre aqueles que aprovam o fim da 6x1, 17,7% afirmam que com certeza deixariam de votar em um candidato que não apoiasse a mudança. Outros 14,8% dizem que ficariam em dúvida e poderiam até deixar de votar nele.
Outros 62,4% dos apoiadores do fim da escala declaram que a posição do candidato sobre o tema não alteraria seu voto. O tema foi testado de forma estimulada, com menção expressa à jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.
Detalhes da pesquisa
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone, via CATI, entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04499/2026.


LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO





