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26 de outubro de 2026

Líderes do Congresso aceitam vitória de Lula e pedem paz

Politica Eleições 26/10/2026 07:03 Guilherme Bernardo | Notícias ao Minuto Brasil noticiasaominuto.com.br

Após a vitória de Lula nas eleições de 2026, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados parabenizaram o presidente e defenderam a estabilidade da democracia, ignorando as contestações de Flávio Bolsonaro.

Os líderes do Congresso Nacional reconheceram oficialmente neste domingo a vitória do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2026. A confirmação ocorreu apesar das declarações do adversário, Flávio Bolsonaro, que questionou o resultado.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, ambos ligados a partidos de centro-direita, parabenizaram Lula em uma coletiva de imprensa conjunta. Os parlamentares defenderam a solidez do sistema eleitoral brasileiro, reagindo diretamente à afirmação do candidato derrotado de que lhe era "impossível" aceitar os números apurados.

  • Lula venceu com 52% dos votos, contra 48% de Flávio Bolsonaro.
  • A diferença entre os candidatos superou quatro milhões de votos.
  • O Senado e a Câmara pediram "pacificação" para evitar a divisão do país.
  • As urnas eletrônicas foram defendidas como "patrimônio" da democracia.
  • Recente reforma trabalhista deu impulso à campanha de Lula no segundo turno.

Líderes parlamentares defendem unidade nacional

Alcolumbre classificou a vitória do presidente como "consagradora", destacando a grande margem de votos na frente do opositor. O senador ressaltou que as urnas eletrônicas, em uso há décadas, são um "patrimônio" da democracia brasileira, mesmo tendo sido alvo de críticas recorrentes da extrema-direita.

O presidente do Senado afirmou ainda que, a partir de agora, o foco do Congresso será a "pacificação". Para Alcolumbre, "um país dividido não é bom nem para o povo brasileiro nem para as instituições". Essa declaração buscou sinalizar um recuo para evitar novos conflitos institucionais.

Câmara dos Deputados reafirma soberania popular

Na mesma linha, Hugo Motta, presidente da Câmara, reforçou que a democracia é "soberana". Ele destacou que o povo brasileiro fez a sua escolha livremente por meio das urnas, reafirmando a legitimidade do processo eleitoral.

Lula, por sua vez, usou o discurso pós-vitória para garantir que trabalhará em conjunto com o Congresso. O objetivo é aprovar os principais projetos do Governo, mesmo diante do cenário de fortalecimento dos partidos de direita nas duas casas do Parlamento brasileiro.

Histórico de tensão e recente reaproximação

A relação entre o Presidente e os dois líderes do Congresso tem sido marcada por controvérsia, com vários altos e baixos nos últimos dois anos de governo.

No entanto, houve uma reaproximação significativa às vésperas das eleições. Esse movimento levou à aprovação, há duas semanas, de uma reforma constitucional que reduz a jornada de trabalho semanal de seis para cinco dias, estabelecendo dois dias de descanso.

Reforma trabalhista impulsiona campanha de Lula

A aprovação dessa medida popular, que era uma das prioridades de Lula, deu um forte impulso à sua campanha. O benefício chegou precisamente no momento em que o Presidente mais precisava, após ter ficado atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

O líder progressista conquistou assim um quarto mandato presidencial ao obter 52% dos votos, contra 48% do senador de extrema-direita. Às 21h08, quando 97% das urnas já haviam sido apuradas, o sistema do TSE confirmou o resultado favorável ao petista. Naquele momento, Lula registrava 51,74% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro somava 48,26%.