Um médico pediatra une fé e ciência para tratar pacientes, e estudos científicos validam essa prática.
O médico pediatra Tiago Simões Leite, que também é mestre em Saúde da Criança e Adolescente pela UFMG, sempre cuidou dos pacientes olhando além do diagnóstico. No podcast "Comunique seu propósito", disponível no YouTube, ele fala sobre religiosidade, fé e medicina com naturalidade, mostrando que é possível tratar a pessoa como um todo. Essa abordagem é validada por estudos clínicos.
A Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), publicada em 2019, foi a primeira no mundo a incluir um capítulo sobre espiritualidade. Ela mostrou que pessoas com espiritualidade têm menos chances de fumar, de serem sedentárias e seguem melhor as recomendações de prevenção. Depois disso, diretrizes da Europa e dos Estados Unidos também passaram a considerar o tema.
- Estudos desde os anos 1960 já mostram os benefícios da espiritualidade na saúde.
- A espiritualidade está ligada a menos estresse e mais autocuidado.
- Diretrizes médicas agora recomendam considerar a espiritualidade dos pacientes.
- A OMS reconhece a espiritualidade como parte fundamental da saúde.
- O Conselho Federal de Medicina criou uma comissão sobre o assunto.
Um estudo de 2022, feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard e do Hospital Brigham and Women's, afirmou que a espiritualidade deve ser incorporada aos cuidados tanto para doenças graves quanto para a saúde em geral. É considerado um dos estudos mais completos sobre o tema.
No ano passado, a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial também propôs a espiritualidade e a religiosidade como medidas preventivas e não farmacológicas para a doença. Ela recomenda que os profissionais de saúde sejam treinados para falar sobre isso, respeitando as crenças de cada paciente.
Medicina humanizada
Tiago Simões Leite diz que sua espiritualidade anda junto com seus conhecimentos científicos. Ele estudou medicina, fez especialização em pediatria, mestrado em saúde pública e teve experiências humanitárias na África e nas periferias do Brasil. Essa combinação o torna um gestor melhor e pode ajudar a promover mais cuidado para os pacientes.
A medicina humanizada, que Tiago defende, coloca o ser humano no centro do cuidado. Segundo ele, corpo, emoção, contexto social e dimensão espiritual importam na cura. A medicina está percebendo que esse conceito não é abstrato e pode ser uma ferramenta clínica eficiente.
Estudos científicos
Estudos sobre espiritualidade e medicina começaram na década de 1960. Pesquisas mostram que espiritualidade e religiosidade estão ligadas a bem-estar físico e mental, menos estresse e melhor enfrentamento de doenças incuráveis, como as cardiovasculares. Tudo isso é baseado em pesquisas consistentes, sem misticismo.
A SBC define espiritualidade como um conjunto de valores morais, mentais e emocionais que guiam as atitudes da pessoa, sem precisar ser uma religião específica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a espiritualidade como uma dimensão fundamental da saúde e da qualidade de vida. O Conselho Federal de Medicina (CFM) também criou, no ano passado, uma Comissão de Saúde e Espiritualidade.


ECCO - Assessoria de Comunicação





