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27 de agosto de 2026

SUS oferece teleatendimento gratuito de saúde mental para mulheres

SAÚDE Violência 27/08/2026 07:32 O LIBERAL folhamax.com

Serviço também contempla cuidadoras de pessoas com deficiência

Mulheres que sofrem ou já sofreram violência podem agora fazer consultas de saúde mental gratuitas e à distância pelo aplicativo Meu SUS Digital. O serviço foi criado pelo Ministério da Saúde e já está disponível em todo o Brasil.

Além das vítimas de violência, o projeto também atende mães, avós, tias e outras mulheres que cuidam de parentes com deficiência, problemas de desenvolvimento ou doenças raras. O governo espera realizar até 100 mil atendimentos por mês.

  • O teleatendimento é gratuito e funciona pelo celular.
  • Qualquer mulher pode pedir ajuda, mesmo sem ter sido vítima.
  • O atendimento pode durar até 10 sessões.
  • As consultas são de segunda a sábado, em horários fixos.
  • O programa também orienta sobre outros canais de denúncia.

O serviço se chama Acolhe Mais. Ele começou em março deste ano em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), só para mulheres vítimas de violência. Agora, foi ampliado para todo o país e inclui as cuidadoras de pessoas com deficiência.

"A ideia é dar o primeiro acolhimento e começar um plano de tratamento. Depois, a paciente é encaminhada para os serviços da rede local", explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Como marcar uma consulta

Para usar o serviço, a mulher deve abrir o aplicativo Meu SUS Digital e entrar com a conta gov.br. Depois, procurar a área "Miniapps" e tocar em "Acolhe Mais + Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres".

O app vai levar para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). Lá, é preciso cadastrar-se e dizer o motivo: violência atual ou passada, ou cuidado com familiar.

Em até 24 horas, a equipe entra em contato. A própria usuária escolhe o dia e o horário da consulta. O link da chamada de vídeo é enviado antes.

Quantas consultas são permitidas

Cada ciclo tem até dez sessões. Se for preciso, um novo ciclo pode ser iniciado.

O atendimento online serve como porta de entrada para outros serviços do SUS. Depois, a mulher pode ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ou para outro local da rede.

Se no município não houver esse serviço, o acompanhamento à distância continua.

Quem pode usar e os horários

O Acolhe Mais atende dois grupos: mulheres que enfrentam ou já enfrentaram violência e mulheres que cuidam de parentes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

As consultas acontecem de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Importante: o atendimento online não é para emergências. Se houver risco imediato, devem ser usados os canais de emergência.

Canais de apoio para mulheres

Além do teleatendimento, existem outros canais de orientação e denúncia:

Central de Atendimento à Mulher - O Ligue 180 é gratuito e funciona 24 horas, inclusive fins de semana. Também atende pelo WhatsApp (61) 9610-0180 e tem opção de e-mail e Libras.

Polícia Militar - Em emergências, ligue 190.

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) - Onde é possível registrar ocorrência e pedir medidas de proteção. Consulte os endereços no site. Se não houver Deam, procure a Polícia Civil.