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01 de setembro de 2026

Anvisa aprova novo tratamento que elimina quimioterapia no linfoma folicular

SAÚDE Saude 01/09/2026 13:48 Assessoria de Imprensa Roche Farma Brasil

A Anvisa autorizou o uso do medicamento Lunsumio®, uma opção eficaz para pacientes adultos com linfoma folicular que não responderam a outras terapias. O tratamento é aplicado pela pele, tem duração definida e dispensa o uso de quimioterapia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Lunsumio® (mosunetuzumabe), produzido pela Roche Farma Brasil. A nova opção terapêutica é destinada a adultos diagnosticados com linfoma folicular que já tentaram pelo menos dois outros tratamentos sem sucesso.

Conhecido como o segundo tipo mais comum de linfoma não-Hodgkin, o linfoma folicular afeta o sistema linfático. Especialistas destacam que, embora a doença evolua de forma lenta, ela tende a voltar com frequência. A cada novo tratamento, o tempo de controle da doença diminui, tornando crucial a existência de alternativas que não dependam de quimioterapia.

  • O tratamento é feito por injeção sob a pele, permitindo a saída do paciente no mesmo dia.
  • A terapia tem duração fixa, com até 17 ciclos, evitando tratamentos contínuos.
  • O estudo clínico mostrou uma taxa de resposta global de 76,6%.
  • 61,7% dos pacientes atingiram resposta completa, com o desaparecimento dos sinais do tumor.
  • Os efeitos colaterais foram majoritariamente leves e controlados na primeira dose.

O novo medicamento é administrado por via subcutânea, ou seja, através de uma injeção debaixo da pele. Esse método prático permite que o paciente receba a dose e vá para casa no mesmo dia, oferecendo mais conforto e ajudando a liberar leitos hospitalares. Além disso, por ter duração fixa variando de 8 a 17 ciclos , ele ajuda o corpo a recuperar as células de defesa mais rápido do que as terapias que duram a vida inteira.

A decisão da Anvisa foi baseada no estudo clínico GO297812. Os resultados foram promissores: 76,6% dos pacientes apresentaram melhora, e 61,7% eliminaram os sinais do tumor em seus exames. Mesmo em casos de alto risco, a doença ficou sob controle por uma média de 34,6 meses.

O Dr. Otávio Baiocchi, especialista em onco-hematologia, explica que a repetição de quimioterapias desgasta o corpo, enfraquece a medula óssea e pode fazer o tumor perder a sensibilidade aos remédios. Quando a doença volta em menos de dois anos, o tratamento se torna muito mais difícil, o que torna essa nova opção ainda mais valiosa.

Em termos de segurança, os especialistas relataram que os efeitos colaterais, ligados à ativação da defesa do corpo, foram leves e concentrados no primeiro ciclo. Geralmente, a equipe médica consegue controlá-los facilmente, evitando internações de urgência ou o uso pesado de corticoides para aliviar os sintomas.

Michelle Fabiani, Diretora Médica da Roche Farma Brasil, destaca que a aprovação representa uma inovação para quem está em fases avançadas da doença. Ter uma opção eficaz, sem quimioterapia e com aplicação em ambiente ambulatorial é um avanço que melhora a qualidade de vida e reafirma o compromisso em transformar o tratamento de doenças do sangue.