A Anvisa proibiu a caneta emagrecedora T36, que chega do Paraguai, por não ter registro no Brasil. A agência alerta sobre riscos à saúde e a venda ilegal por sites.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36. Trata-se de uma substância do grupo dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
A decisão foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. A Anvisa esclareceu que o medicamento T36 não possui registro sanitário no país. Isso significa que a segurança e a eficácia do produto não foram avaliadas pela autoridade sanitária brasileira.
- O medicamento T36 não tem registro na Anvisa.
- A substância ainda não foi testada em humanos no Brasil.
- A venda por sites não regulados é totalmente ilegal.
- Produtos sem origem conhecida podem causar danos à saúde.
- A agência determinou a apreensão e a retirada do mercado de produtos falsos.
Combate a venda ilegal na internet
Além da proibição específica do T36, a Anvisa também atua contra a comercialização desse tipo de produto por canais não autorizados. No dia 8 de setembro, a agência já havia proibido a venda de canetas emagrecedoras realizadas pelo site www.gopharma.shop. A investigação revelou que o endereço anunciava medicamentos sem registro no Brasil.
Alguns desses itens eram baseados na tirzepatida ou alegavam conter retatrutida como princípio ativo. A retatrutida é uma substância que ainda não possui registro em nenhum país do mundo. A Anvisa determinou que esses produtos sejam apreendidos imediatamente.
Riscos para a saúde e segurança
A agência reforçou que a venda de medicamentos pela internet está restrita a farmácias e drogarias regularizadas. Isso inclui lojas físicas e canais digitais oficiais dessas estabelecimentos. Qualquer outro tipo de venda é considerada ilegal.
A Anvisa alerta que produtos comprados fora dos canais oficiais não têm garantia de procedência, composição ou conservação. Isso compromete a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos. O risco à saúde do consumidor é alto, pois não há controle sobre o que realmente está sendo ingerido ou aplicado.


A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil





