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09 de outubro de 2026

Sarampo volta com força nos EUA e assusta autoridades

SAÚDE Sarampo 09/10/2026 09:14 Matheus Garcia | Mídia Ria São João del Rei MG

Nova York declara estado de emergência após registrar 108 casos da doença em 2026. O país enfrenta seu pior ano de sarampo desde 1991, com milhares de infectados, o que reforça a urgência de manter a vacinação em dia para evitar complicações graves e mortes.

O estado de Nova York, nos Estados Unidos, decretou situação de emergência por desastre devido ao avanço do surto de sarampo. A medida visa intensificar as ações das autoridades de saúde para conter a propagação da doença. Até o dia 3 de outubro de 2026, foram registrados 108 casos no estado, sendo 7 na cidade de Nova York e 101 em outras regiões.

Os Estados Unidos enfrentam o pior ano para o sarampo desde 1991, com cerca de 3.900 casos notificados, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A infectologista e professora da Afya São João del Rei, Dra. Janaína Teixeira, explica que a doença é causada por um vírus da família dos paramixovírus.

  • Nova York registrou 108 casos de sarampo em 2026.
  • O total de casos nos EUA já passa de 3.900.
  • É o pior ano para a doença no país desde 1991.
  • Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas não vacinadas.
  • A Organização Pan-Americana da Saúde pediu o reforço da vacinação.

Transmissão e riscos da doença

O vírus do sarampo é transmitido por via respiratória. O contágio ocorre de pessoa para pessoa através de gotículas eliminadas ao falar, tossir, gritar ou espirrar. A especialista destaca que é uma das infecções mais contagiosas existentes. Estima-se que uma pessoa infectada possa transmitir o vírus para até 18 pessoas que não estejam vacinadas ou protegidas.

Em agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) solicitou aos países das Américas que refiram e ampliem as campanhas de vacinação. O retorno do vírus em locais que já o haviam controlado comprova a importância da vacina como principal ferramenta de proteção.

Sintomas e complicações

De acordo com a infectologista, os sintomas iniciais incluem febre alta, coriza, tosse seca e, em alguns casos, conjuntivite, lembrando um quadro de gripe. Em seguida, surgem manchas avermelhadas no corpo. Essas manchas, chamadas de exantema craniocaudal, costumam começar no rosto e no tronco, espalhando-se para as pernas.

A doença pode causar complicações sérias, como encefalite (infecção do cérebro), pneumonias e, nos casos mais graves, pode levar à morte. A especialista alerta para a atenção aos sinais e a procura imediata por atendimento médico.

Vacinação e diagnóstico

Dados da OPAS indicam que a grande maioria dos casos nas Américas ocorre entre pessoas não vacinadas ou sem comprovação das doses. A Dra. Janaína Teixeira reforça a necessidade de estar com o esquema vacinal atualizado. Pessoas com até 29 anos devem ter pelo menos duas doses registradas. Já aqueles com mais de 30 anos precisam de pelo menos uma dose documentada para estar protegidos.

O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais. É possível fazer um exame de sangue para detectar o anticorpo IgM, que indica infecção recente. Também se pode buscar o material genético do vírus nas vias aéreas através de um swab nasal, semelhante ao utilizado para exames de COVID-19 e gripe.