O Papa Leão XIV foi submetido a uma operação para remover um tumor no pulmão direito após o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. O Vaticano confirmou que o procedimento foi bem-sucedido, mas o prognóstico exato ainda não foi divulgado. A doença é o tipo mais comum de câncer de pulmão e, quando detectada cedo, tem altas chances de cura.
O Papa Leão XIV passou por uma cirurgia nesta terça-feira (13) para retirar um nódulo do pulmão direito. Os médicos identificaram adenocarcinoma pulmonar, que é o subtipo mais frequente de câncer de pulmão.
Essa forma de câncer se desenvolve nas extremidades dos pulmões e tende a crescer de forma mais lenta que outros tipos. Ele surge em glândulas produtoras de muco e, na maioria dos casos, forma-se nos alvéolos, que são as pequenas bolsas de ar nos pulmões. Classifica-se como câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC).
5 pontos para entender a situação do Papa
- O tumor foi detectado em exames de rotina, permitindo ação antes que se espalhasse.
- O adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de pulmão.
- A doença afeta mais mulheres e pessoas jovens.
- O fumaça de cigarro é a principal causa, mas não fumantes também podem ter.
- O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.
Esse tipo de câncer tem maior probabilidade de ser detectado antes de se espalhar para outros órgãos, em comparação com outras variedades de câncer de pulmão de células não pequenas.
Sintomas que devem gerar alerta médico
Os principais sinais da doença são: tosse persistente, falta de ar, dor no peito, voz rouca, fadiga, dificuldade para respirar ou engolir, chiado no peito, tosse com muco e sangue, perda de apetite, inchaço no rosto ou nas veias do pescoço e perda de peso sem motivo aparente.
Especialistas alertam que o adenocarcinoma de pulmão é silencioso e muitos de seus sinais são confundidos com sintomas de outras doenças comuns. Por isso, a recomendação é procurar uma consulta médica assim que os sintomas surgirem.
Causas e fatores de risco
O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão. No entanto, o adenocarcinoma pulmonar também é detectado em pessoas que nunca fumaram. A doença afeta mais mulheres e jovens.
A exposição ao fumo passivo, radônio, gases de escapamento de motores a diesel, compostos de cromo, berílio, níquel, fuligem, alcatrão ou amianto pode aumentar o risco de desenvolver o adenocarcinoma pulmonar.
Diagnóstico e procedimentos
O diagnóstico ocorre por meio de exames laboratoriais, como sangue e urina, e de imagem, incluindo raio-x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
Se o médico suspeitar de câncer de pulmão a partir dos resultados dos exames, uma pequena amostra de tecido pulmonar é removida e é feita uma biópsia para confirmar ou não a doença. Foi o que ocorreu com o papa: os médicos removeram um pequeno nódulo do pulmão direito após ter sido detectado em exames de rotina.
Com a confirmação da doença, os pacientes passam por exames para determinar o estágio da doença, verificando se o tumor está localizado em apenas uma área ou em outros órgãos. A partir daí, são definidas as opções de tratamento.
Tratamento e chances de cura
O câncer pode ser curado, mas isso depende do estágio da doença e do diagnóstico precoce.
Se for diagnosticado logo no início, com o tumor pequeno e sem ter atingido os gânglios linfáticos, as chances de cura são mais altas.
O tratamento pode passar por cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo para atacar células cancerígenas específicas, dependendo do estágio da doença. O Vaticano e os médicos ainda não informaram o prognóstico do papa.


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