A influenciadora Léa Reis publicou um vídeo nas redes sociais mostrando ferimentos após ser agredida por uma mulher em um bar de Balsas, no Maranhão. O caso é investigado pela Polícia Civil, e a defesa informou que registrou boletim de ocorrência.
A influenciadora Léa Reis denunciou ter sido vítima de agressão e transfobia durante uma passagem por Balsas, no Maranhão. O caso ocorreu depois que ela participou do casamento de uma amiga e saiu com um grupo para conhecer a cidade.
Nas redes sociais, Léa apareceu com ferimentos e relatou que foi surpreendida por uma mulher que, segundo ela, não conhecia. A influenciadora afirmou que não houve discussão prévia nem qualquer contato que explicasse o ataque.
"Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida", declarou.
- Léa Reis é uma influenciadora digital que foi agredida em um bar.
- A agressão aconteceu na cidade de Balsas, no Maranhão.
- Ela precisou fazer exame de corpo de delito após o ocorrido.
- A Polícia Civil está investigando o caso e analisando imagens.
- A defesa de Léa está reunindo comentários ofensivos para tomar medidas legais.
Léa Reis diz ter levado socos no rosto
Ao descrever o episódio, Léa contou que estava em um bar quando foi atingida no rosto. Ela mostrou marcas na boca e nas mãos e afirmou que começou a sangrar após os golpes.
"Ela simplesmente só deu um murro na minha boca e deu outro murro na minha boca. Quando eu vi, eu estava sangrando", relatou.
Segundo a influenciadora, a confusão aumentou depois da agressão inicial, com outras pessoas se envolvendo na situação.
"Eu não entendi o que está acontecendo. Foi uma forma muito agressiva e eu quero procurar justiça", disse.
Léa também afirmou não saber quem seria a mulher apontada como responsável pelo ataque nem quais vínculos ela teria na cidade.
"Eu fui agredida brutalmente. Todos que estavam lá ficaram chocados", afirmou. "Eu quero justiça de qualquer forma", acrescentou.
Polícia analisa imagens de câmeras de segurança
A delegada Ana Marisa, responsável pela investigação, informou que as imagens do sistema de segurança do estabelecimento foram examinadas.
Segundo ela, a análise não mostrou provocação, gesto ou aproximação de Léa que pudesse ter antecedido a agressão.
A polícia trabalha agora para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar formalmente a mulher citada pela influenciadora.
Delegada alerta para comentários transfóbicos nas redes
A investigação também passou a observar publicações feitas na internet após a repercussão do episódio.
Ana Marisa alertou que comentários discriminatórios ou ofensivos relacionados ao caso podem gerar responsabilização criminal.
"As pessoas precisam aprender a respeitar os outros. Onde não há respeito, entra o direito penal e a responsabilidade criminal, que deve ser apurada", afirmou.
Defesa reúne publicações ofensivas
A defesa de Léa Reis informou que o episódio foi registrado por meio de boletim de ocorrência e que a influenciadora realizou exame de corpo de delito.
Os representantes da influenciadora também afirmaram que estão reunindo postagens e comentários considerados ofensivos feitos após a denúncia.
Segundo a nota, a equipe jurídica monitora e cataloga "toda e qualquer manifestação ofensiva dirigida à ofendida - inclusive em redes sociais e ainda que praticada sob perfil falso ou anônimo. Comentários caluniosos, difamatórios, injuriosos ou de conteúdo discriminatório constituem ilícitos civis e penais autônomos e serão objeto de apuração".


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