Cultura

Regina Duarte virá a Brasília conhecer Secretaria de Cultura

Atriz analisa convite de Bolsonaro para assumir cargo

Por Pedro Rafael Vilela

A atriz Regina Duarte virá a Brasília nesta semana para conhecer a estrutura da Secretaria Especial de Cultura. Ela e o presidente Jair Bolsonaro encontraram-se hoje (20), no Rio de Janeiro, para discutir sobre o futuro da pasta. O encontro foi no Aeroporto Santos Dumont pouco antes de Bolsonaro voltar a Brasília, às 15h, após visita ao prefeito do Rio, Marcello Crivella, e reunião com militares.

Regina Duarte foi convidada pelo presidente para assumir o cargo de secretária após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim, na semana passada. 

Regina Duarte
Regina Duarte - TV Brasil

"Após conversa produtiva com o presidente Jair Bolsonaro, Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira, 22, para conhecer a Secretaria Especial de Cultura do governo federal", informou, em nota, a assessoria do Palácio do Planalto.

Sobre se aceita o convite, a atriz declarou, segundo a nota, que ela e o presidente estão "noivando". Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que ele e Regina Duarte tiveram uma "excelente conversa sobre o futuro da cultura" no país

Jair M. Bolsonaro @jairbolsonaro
 
 

- Tivemos uma excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil. Iniciamos um “noivado” que possivelmente trará frutos ao país.

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Mãe de três filhos e avó de seis netos, Regina Duarte nasceu no dia 5 de fevereiro de 1947 e trabalha como atriz há 54 anos

Exoneração

O cargo de secretário especial da Cultura ficou vago após a exoneração de Roberto Alvim na última sexta-feira (17), depois da repercussão negativa de um vídeo sobre o lançamento do Prêmio Nacional das Artes. Divulgado pelo então secretário, em sua conta no Twitter, o vídeo contém trechos que remetem a um discurso do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels.

No vídeo, o secretário fala sobre o lançamento do Prêmio Nacional das Artes e sobre o que seria o ideal artístico para a pasta. Como música de fundo, o secretário escolheu uma ópera do compositor alemão Richard Wagner, o preferido do líder nazista Adolph Hitler.

 


Iniciativa da Secel leva dois mil estudantes a museus, igrejas, bibliotecas e teatro

Em dois meses de execução, o Caminhos da Cultura contemplou também professores da rede pública e, aproximadamente, 100 trabalhadores de empresas de transporte

Graciele Leite 

Para crianças, jovens e adolescentes que estudam na rede pública estadual de ensino, o ano de 2019 será marcado por uma nova experiência, daquelas que a gente guarda na memória para contar ao longo da vida. Para a maior parte dos cerca de dois mil estudantes contemplados pelo projeto Caminhos da Cultura, foi inédito conhecer museus, igrejas históricas, biblioteca e teatro.

Quando Flaviana Martins, 14 anos, saiu de casa para mais um dia de rotina escolar e foi convidada a participar de um tour pelos museus, confessa que achou a ideia meio entediante. Mas foi surpreendida.

“Achava uma coisa chata. Mas neste primeiro contato, gostei dessa experiência com a arte e a história. Foi uma novidade, eu não tinha interesse e nem oportunidade. Depois de estar na galeria e no museu, eu e alguns colegas criamos um grupo de whats para combinarmos de ir em outros espaços”, revela a estudante da 8ª série da Escola Estadual Padre Antonio Panarotto, localizada no CPA IV.

No dia em que participou do Caminhos da Cultura, o grupo visitou a Galeria de Artes Lava Pés e o Museu de História Natural Casa Dom Aquino.

Flaviana, no Cine Teatro Cuiabá.
Créditos: João Felipe | Secel

O projeto Caminhos da Cultura consiste em promover a inclusão cultural de estudantes de escolas públicas e comunidades de Cuiabá e Várzea Grande, viabilizando a visitação a espaços que oferecem arte, cultura e história.

Nessa primeira fase, em dois meses de execução, foram contemplados estudantes e professores da rede pública estadual, além de 100 trabalhadores das empresas de transporte parceiras, que visitaram museus, galeria de arte, biblioteca, teatro, pontos turísticos e igrejas, todos localizados em Cuiabá.

“Quando se fala de falta em acesso, muitas vezes o pensamento comum é de cidades ou comunidades distantes. Pelo contrário, o Caminhos da Cultura mostrou que, por diversas razões, mesmo morando em Cuiabá e Várzea Grande, próximo aos principais equipamentos culturais do Estado, quase todos os alunos ainda não conheciam nenhum dos espaços incluídos no projeto. Não foi uma surpresa, pois sabemos da situação de vulnerabilidade presente em muitas famílias desses estudantes. Mas foi uma condição que nos sensibilizou e mostrou a importância desse projeto para garantir acesso à cultura e contribuir para a formação humana e cidadã dessas crianças, jovens e adolescentes”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Allan Kardec.

Allan Kardec Benitez, secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel)
Créditos: João Felipe | Secel

Morador do Pedra 90, Roberto Júnior Feitosa, 15 anos, conta que sempre teve curiosidade de conhecer o Museu de História Natural Casa Dom Aquino. Por meio do Caminhos da Cultura, ele, que estuda na Escola Estadual Rafael Rueda, foi presenteado com uma visita ao espaço, e de bônus veio o Museu de Arte Sacra. “Estar em dois lugares que trazem a história da formação de Cuiabá foi melhor do que eu imaginava”.

Proposta pedagógica

Elen Prates, que integra a equipe do Caminhos da Cultura representando a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), explica a importância do projeto para uma proposta pedagógica voltada a projetos de vida, e não apenas a formação educacional. Por isso, inicialmente, foram escolhidas para participar as escolas plenas, que funcionam em tempo integral, e têm um direcionamento neste sentido.

“Quando nos referimos a projetos de vida, pensamos no ser humano que queremos ser. Neste caso, o acesso à cultura é fundamental porque a arte é intrínseca ao ser humano, e apreciar a arte faz bem ao coração, faz diferença na vida desses estudantes. Além disso, quando levamos para sala de aula discussões a respeito da cultura, estamos trabalhando também o autoconhecimento, e a construção do pai, da mãe, do cidadão que queremos para esse mundo”, complementa Elen.

Elen Prates - Seduc
Créditos: João Felipe | Secel

Nesse sentido, ela explica que, para a proposta pedagógica, não era apenas uma aula de campo. “Os professores foram capacitados previamente, conheceram os espaços e planejaram a visita dos visitantes. Depois trabalharam o conteúdo em sala”.   

Por algumas vezes, por falta de interesse e preferência pela internet, Maria Eduarda Ramos, 14 anos, recusou o convite da mãe para ir ao teatro. Na escola, por outro lado, para fugir um pouco do dia-a-dia da sala de aula, ela e os amigos toparam participar do roteiro do Caminhos da Cultura. No dia, visitaram o Museu de Arte Sacra e a Igreja Matriz e a Igreja do Rosário e São Benedito.

“Saí da zona de conforto, e me surpreendi. Fizemos um resumo sobre a atividade, discutimos em sala. Se rolar outro convite, agora eu sempre irei”, comenta. Ela é estudante na Padre Antonio Panarotto, do CPA IV.

Maria Eduarda, no Cine Teatro Cuiabá.
Créditos: João Felipe | Secel

Encerramento do projeto em 2019

Para fechar as atividades do Caminhos da Cultura em 2019, a Secel reuniu as instituições e empresas parceiras para compartilhar os resultados da iniciativa, na tarde desta quarta-feira (04.12), no Cine Teatro Cuiabá. Na ocasião, além dos números expressivos apresentados pela coordenação do projeto, estudantes e professores de oito das dez escolas que participaram este ano também compareceram à cerimônia.

“Estou muito feliz com o resultado e parabenizo a todos os envolvidos na iniciativa. Agradeço, especialmente, às empresas de transporte parceiras, que possibilitaram a concretização desse projeto tão importante para a cultura do Estado. Para 2020, já temos 150 escolas cadastradas, e queremos retomar com mais força ainda”, afirma Allan Kardec.

Caminhos da Cultura no Cine Teatro Cuiabá
Créditos: João Felipe | Secel

Na ocasião, o coordenador financeiro da Associação Mato-Grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), Sidnei Barros, destacou a importância da participação do projeto para as empresas.

“Foi muito gratificante e uma responsabilidade muito grande, pois foram mais de dois mil estudantes nas visitas aos equipamentos culturais. Mas tudo transcorreu tranquilamente, e os alunos foram muito colaborativos. A gente é que agradece pela nossa participação, por termos sido convidados para fazer o transporte dessas crianças e adolescentes”.

Para o ano que vem, ele complementou que há o interesse das empresas em manter a parceria e que já estão em discussão com a Secel e Seduc para ajustar os calendários e a execução do projeto em 2020.

O superintendente de Patrimônio Histórico e Cultural da Secel, Vicente Paulo, que coordena o Caminhos da Cultura, explica que o planejamento para o próximo ano é ampliar o projeto, de modo a atender maior quantidade de alunos e contemplar diferentes bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

“Nós temos uma comissão, vamos nos reunir e fazer uma avaliação sobre o número de escolas cadastradas e nos organizar na distribuição das visitas. O projeto deve ser retomado logo após o início do ano letivo”.

Antony, no canto direito, com os amigos.
Créditos: João Felipe | Secel

Durante a cerimônia de encerramento das atividades em 2019, as escolas foram protagonistas, e puderam compartilhar com fotos e vídeos como foi a experiência para os estudantes e professores, e como isso impactou a vida deles. Um exemplo é Antony Aslley Santos, 18 anos. Ele conta que, mesmo tendo vontade de conhecer os espaços culturais, a distância do bairro onde mora, Pedra 90, do centro da cidade, sempre o desencorajou a conhecer os espaços culturais.

“Acabava que escolhia mais os lugares próximos ao bairro. Mas gostei muito da visita, vi coisas que nunca tinha visto antes, foi bem diferente do meu dia-a-dia”.

Outra participação especial foi a da Orquestra Primeira Ciranda, sob regência do maestro Murilo Alves, do Instituto Ciranda, que foi ovacionada pela plateia. O instituto Ciranda, que é Ponto de Cultura, trabalha com educação musical para crianças e adolescentes. Hoje são 800 estudantes que estudam e compõem as orquestras da organização.

Caminhos da Cultura no Cine Teatro Cuiabá
Créditos: João Felipe | Secel

Aproveitando as luzes, a plateia e o palco, a Trupe NP, composta por alunos da Escola Nilo Póvoas, encenaram uma peça de teatro que contextualizou a importância dos museus para contar as histórias dos povos. Na ocasião, foram escolhidos os grandes líderes negros, como Nelson Mandela, Zumbi de Palmares e Mãe Bonifácia.

A cerimônia contou também com a presença do gerente operacional da empresa Integração Transporte, Ricardo Lopes Teixeira, e da representante da Seduc no projeto, Elen Prates.

Caminhos da Cultura

Para garantir acesso e promover a inclusão cultural de estudantes e comunidades, o projeto Caminhos da Cultura promove a visita aos espaços culturais, oferecendo o transporte e o lanche para os alunos. Além disso, é executado dentro de uma proposta pedagógica, na qual professores são capacitados antecipadamente para acompanhar os alunos e aproveitar a experiência em conteúdo de ensino dentro de sala de aula. Nessa primeira fase, foram contempladas 10 escolas de Cuiabá e Várzea Grande que funcionam em tempo integral.

Entre os aparelhos culturais incluídos no roteiro estão Museu de Arte Sacra, Residência dos Governadores, Museu de História Natural Casa Dom Aquino, Galeria de Artes Lava Pés, Cine Teatro Cuiabá, Palácio da Instrução, Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, Centro Cultural Casa Cuiabana, Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc) e Museu da Caixa D’água Velha. Numa segunda etapa, a proposta é ampliar para outros espaços como o Complexo Complexo Arena Pantanal, pontos de cultura como a Comunidade São Gonçalo Beira Rio e Memorial Rondon.  

Além dos estudantes, o projeto contempla também os trabalhadores das empresas de transporte parceiras, que cedem os ônibus. Aproveitando o trajeto, as empresas promoveram um projeto de educação dentro dos veículos. Foi criado um personagem, que entra no ônibus para mostrar aos estudantes as situações conflitantes que ocorrem no transporte coletivo.

Entre elas, o ator encena uma pessoa tentando entrar no veículo sem o cartão transporte, ou pedindo o de alguém emprestado. O personagem também apresenta outros exemplos, como ouvir música com volume alto, ficar parado na porta de saída, usar mochila nas costas atrapalhando a passagem dos demais usuários. Dessa forma, as empresas conseguiram, apresentando os exemplos de erros na conduta, ensinar sobre como agir corretamente e em prol do coletivo.

O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) executada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), superintendência em Mato Grosso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Associação Mato-Grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), empresas Pantanal Transportes, Caribus Transportes, Integração Transportes, União Transportes e Viação Novo Horizonte, além das entidades gestoras dos equipamentos culturais da Secel e Prefeitura de Cuiabá.

Inscrições para 2020

As atividades de 2019 foram encerradas, mas estão abertas inscrições para as escolas  que quiserem participar do projeto em 2020. O formulário está disponível no site da Secel (cultura.mt.gov.br). Ou, para acessar direto, clique aqui.


MISC realiza ciclo de palestras sobre história da população afro-brasileira e racismo estrutural

  O evento encerra a programação especial de valorização da cultura afro-brasileira em Cuiabá, que teve início com a celebração de Lavagem das Escadarias da Igreja do Rosário e Capela de São Benedito

NAIARA LEONOR

Encerrando o mês de atividades alusivas ao Dia Nacional da Consciência Negra, o Museu da Imagem e do Som – Lázaro Papazian realiza neste sábado (30) a “Kizomba – Rota da Ancestralidade”, um ciclo de palestras e manifestações culturais afro-brasileiras. O evento é gratuito e acontece das 8h às 21h.

“Kizomba é uma provocação, por que se estuda muito a influência portuguesa, italiana, espanhola em tudo e não a africana. Estamos indo para o quinto ano do evento e temos pesquisas, levantamentos que apontam por onde nossos ancestrais passaram e quem eram. Queremos recuperar o elo entre nós e nossos ancestrais, proporcionar um reencontro por meio da pesquisa, da possibilidade de levar conhecimento ancestral para a população de Cuiabá”, comenta o coordenador do MISC, Cristovão Luiz.

O dia se inicia com um cortejo da Igreja do Rosário para a Capela de São Benedito. A inserção destes pontos tão representativos para a cultura afro-brasileira em Cuiabá marca o fim da programação de valorização da cultura afro-brasileira em Cuiabá de forma simbólica, já que foi na lavagem das escadarias que a programação se iniciou.

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Em seguida, às 9h30, o professor Bruno Pinheiro Rodrigues, docente da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) bate um papo com os presentes sobre “A História da População Afro-brasileira em Cuiabá”.

Dando prosseguimento a programação matutina, o presidente da Comissão de Defesa da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Aurélio Augusto Gonçalves da Silva Júnior palestra sobre “Racismo e Responsabilidade Histórica do Estado Brasileiro”, finalizando o ciclo da manhã às 11h30.

A programação retorna às 16h com uma roda de capoeira Angola e segue com a palestra “Vínculo Pertencimento Negro no Centro Histórico de Cuiabá”, ministrada por Gabriela Rangel, membro do projeto Psicanálise na Rua. Na sequência, Adriana Rangel, também do mesmo projeto conversa com os presentes sobre “Racismo Institucional no Brasil”.

Encerrando as atividades, Silvana Pérola Negra comanda o sarau e uma conversa sobre “Tabuleiros das Negras e as Negras de Tabuleiros no Centro Histórico: Uma Prática Contemporânea”.

Toda a programação é gratuita e não necessita de inscrição prévia.

  O que: Ciclo de palestras – Kizomba – Rota da Ancestralidade

Quando: Sábado (30) – 8h às 21h

Onde: Museu da Imagem e do Som – MISC


Projeto capacita professores na prevenção da violência e cultura de paz

Mais de 280 profissionais da educação já participaram da formação em seis meses de implantação do curso no
 
município

Quéren-Hapuque

Trabalhar a prevenção da violência e a cultura de paz dentro das escolas das redes municipal e  estadual de Cáceres (217 km de Cuiabá) é o foco do Projeto de Educação em Direitos Humanos, Cidadania e Cultura de Paz. A iniciativa, implantandada em maio deste ano, vem sendo desenvolvida pelo Centro de Referência em Direitos Humanos de Cáceres, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) em parceria com a 1ª Promotoria Cível do Ministério Público de Cáceres. 

A proposta é trabalhar o tema no contexto escolar com a multiplicação de práticas, dinâmicas e planos de ação. Em seis meses, mais de 280 profissionais da educação já participaram da formação.

No entendimento da coordenadora do CRDH de Cáceres, Poliana Souza Corrêa, as ações realizadas durante o ano viabilizam a ampliação de informações, possibilitando a aprendizagem e aprofundamento sobre os temas discutidos. “Nesse trabalho reconhecemos a realidade difícil vivenciada pelos os educadores. Buscamos, por meio dos encontros e dos materiais disponibilizados, contribuir para multiplicação dos conhecimentos, práticas e princípios dos direitos humanos, na perspectiva de somar esforços na construção de uma cultura de paz”, pontuou.

Conforme o promotor de Justiça de Cáceres, Rinaldo Segundo, o projeto existia desde 2006, mas somente este ano foi colocado em prática. “A nossa ideia é trabalhar com o setor educacional das escolas temas transversais como a violência contra mulher, questão racial, bullying para que possamos com essas atividades melhorar o ambiente escolar”, explicou.


Mostra coletiva “Olhares Cuyaverá” exibe 300 pontos de vista sobre Cuiabá

A abertura da mostra fotográfica está marcada para esta segunda-feira (25.11) e segue em cartaz até final de janeiro
 
com entrada franca, na Galeria Lava Pés

Protásio de Morais

Com entrada franca, a mostra fotográfica “Olhares Cuyaverá”, que segue em cartaz até o final do mês de janeiro, marca um ano de muitas realizações da Galeria Lava Pés. Em 2019, em quatro diferentes exposições, o público pode apreciar importantes obras de artistas mato-grossenses, entre telas, esculturas e instalações, além de fotografias e uma exposição de circulação internacional, “Egito sob o olhar de Napoleão”.

“Estamos muito felizes com as atividades da Galeria Lava Pés. Tivemos importantes exposições que contemplaram artistas da capital e do interior, abrangendo diversas linguagens e manifestações artísticas, além de uma respeitada exposição do Itaú Cultural. Estamos no caminho certo e a Temporada 2020 será ainda mais produtiva”, comemora Allan Kardec, secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.  

Oficinas

Além da mostra, que segue em cartaz até o dia 24 de janeiro, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e a Associação Casa do Centro, serão oferecidas ao público interessado, oficinas de fotografias e palestras.

Ainda sem data definida para janeiro, as atividades trarão palestras sobre olhares fotográficos e aprimoramento de portfólio com José Medeiros, Nair Benedicto e Kiko Pacheco.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela página da Maratona Fotográfica no Facebook (www.facebook.com/maratonafotograficacuiaba/ ) ou pelo telefone disponível no serviço abaixo.

Maratona Fotográfica

As 300 fotografias selecionadas para a mostra coletiva “Olhares Cuyaverá” são oriundas do projeto Maratona Fotográfica de Cuiabá, projeto idealizado pelo fotografo José Medeiros em 2013.

Ao longo de seis edições da Maratona Fotográfica, 130 fotógrafos, amadores e profissionais, tiveram suas fotos selecionadas. Em 2019, a seleção dessas imagens ganha uma mostra inédita na Galeria Lava Pés.

Divulgação

A difícil tarefa de selecionar as imagens que integram a mostra ficou a cargo de uma curadoria da pesada: Juvenal Pereira e Walter Firmo, Nair Benedicto, Ângela Magalhães e Nadja Fonseca Peregrino, Guy Veloso e Fatinha Silva, Aline Figueiredo e Humberto Espíndola, Eraldo Peres, Raimundo Paccó e Rubens Valente assinaram a curadoria e os textos críticos.

Novo concurso

E a Maratona Fotográfica não para! A partir do dia 1° de dezembro, estarão abertas inscrições para a próxima exposição a ser realizada em 2020. O tema continua sendo “Cuiabá 300” e as inscrições são gratuitas.

Bem como as inscrições para as oficinas de janeiro, o novo concurso receberá as fotos para análise pela página no FaceBook (www.facebook.com/maratonafotograficacuiaba/ ). Lá também tem o regulamento. Boa sorte!  

Serviço

Tema: Mostra coletiva Olhares Cuyaverá

Quando: De segunda-feira à sexta-feira, em cartaz até dia 24 de janeiro

Horário: Sempre das 8h às 18h

Onde: A Galeria de Artes Lava Pés está localizada no piso térreo da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), na Avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés) nº 510, bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Informações e Inscrições: (65) 98114-0315


Turismo vai fazer diagnóstico antes de formular ações na cultura

AB

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse na quinta-feira (7), em Gramado (RS), que sua primeira ação à frente da Secretaria Especial de Cultura será a realização de um diagnóstico para só então formular um novo planejamento estratégico para valorizar e incentivar as ações culturais de todo o país.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro transferiu a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania para o Ministério do Turismo. Em edição extra do Diário Oficial da União, o dramaturgo Roberto Alvim foi nomeado para chefiar a secretaria.

Em nota, o Ministério do Turismo disse que a secretaria já atuava integrada em diversas pautas e atividades estratégicas com o Ministério do Turismo. “A cultura é um dos principais atrativos turísticos do país e é responsável por grande parte da movimentação de visitantes nacionais e internacionais. O Brasil representa o 9º país em atrativos culturais do mundo, segundo Índice de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial”, diz a nota.

O ministro pediu calma aos trabalhadores do setor. “Eu quero dar uma palavra de tranquilidade aos artistas do Brasil. Podem ficar tranquilos que a cultura vai ser conduzida e desenvolvida com muita responsabilidade, visto que esse setor é muito importante para o Brasil”, disse o ministro.

Marcelo Álvaro Antônio disse ainda que é preciso apoiar a cultura não só dos grandes centros. “A gente precisa incentivar e dar oportunidade aos nossos artistas regionais, valorizar as nossas culturas nos quatro cantos do Brasil e é para isso que a gente vai trabalhar”.


Palácio da Instrução recebe seminário dedicado à cadeia produtiva do audiovisual

Diretor da Rede Brasileira de Film Commission, André Faria chega à Cuiabá nesta quinta-feira (07.11) para palestra
 
sobre os vetores de desenvolvimento econômico do audiovisual e o turismo cinematográfico

Protásio de Morais

O Salão Nobre do Palácio da Instrução abrigará na próxima quinta-feira (07.11), a partir das 15h30, o Seminário “Mato Grosso Film Commission”, voltado à cadeia produtiva do audiovisual e seus desdobramentos econômicos e sociais. Com entrada franca, o evento é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), via Secretaria Adjunta de Turismo.      

O encontro busca que Mato Grosso forme uma entidade que trabalhe para incentivar e encontrar meios de atrair para o Estado mais produções audiovisuais, bem como apoiar a cadeia produtiva do segmento, traçando caminhos práticos para uma conexão entre os produtores e entidades públicas e privadas da região.

Para palestrar, o publicitário André Faria, diretor executivo da Rede Brasileira de Film Commissions, traz na bagagem informações sobre o desenvolvimento econômico por meio do audiovisual, os impactos gerados e as possibilidades de crescimento do turismo cinematográfico.

Representante do Brasil na Latin American Film Commission Network, a Rede Latino-americana de Film Commissions, André Faria explica que a recepção de projetos audiovisuais acarreta em múltiplos benefícios para as localidades que os recebem, impulsionando assim o crescimento da atividade econômica.

“Uma produção audiovisual aciona empresas locais atuantes nos mais variados segmentos como alimentação, transporte, hotelaria, a exemplo. É real o ganho nas oportunidades de trabalho. Em um segundo momento, temos também o aumento da atividade turística, já que a região ganha maior visibilidade ao ser retratada em mais obras audiovisuais, atraindo assim mais visitantes e movimentando a economia local”, ressalta.

Christiano Antonucci
Publicitário, formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, André Faria é diretor executivo da Rede Brasileira de Film Commissions desde 2017

Simplificando, Film Commissions são escritórios de apoio à produção audiovisual (filmes, séries de televisão, documentários, publicidade, etc) espalhados pelo mundo. Objetivam atrair produções audiovisuais, além de apoiar operacionalmente produtores de todos os formatos de conteúdo audiovisual nas filmagens ou photoshoots (sessões fotográficas) numa determinada localidade, realizando a interface entre os produtores e as instâncias governamentais e privadas da região.

“Film Commissions fortes emanam de sociedades e governantes que já compreendem o retorno trazido pelo audiovisual. O seminário no Palácio da Instrução pode ser o primeiro passo para a implantação de um escritório Film Commission em Mato Grosso. Existem muitas Film Commissions espalhados pelo mundo com intuito de atrair e auxiliar as produções realizadas em sua região, sejam locais ou estrangeiras”, aponta André.

Para Paulo Traven, secretário adjunto de Cultura, os dados econômicos gerados pela cadeia produtiva do audiovisual são muito promissores. O secretário citou filmes brasileiros, a exemplo, em que aparecem cidades norte americanas.

“Quando a cidade aparece num filme, aumenta o número de venda de pacotes para lá. Existem dados que apontam que toda vez que esse filme é reexibido na TV Brasileira, aumenta o número de pacotes para aquelas cidades que aparecem. Então, a gente está num esforço de juntar o audiovisual com o turismo nesse sentido, facilitando as produções e atraindo turismo para as nossas cidades”, garante o secretário. 

Perspectivas

Países próximos como Chile, Colômbia e Uruguai criaram importantes programas de incentivos ficais à produção audiovisual, editam e divulgam vídeos oferecendo toda sua diversidade de locações. Assim, marcam presença em mercados internacionais com estandes repletos de material gráfico, convidando os produtores do mundo todo a irem lá realizar suas produções.

“Enquanto isso, o Brasil, internacionalmente, ainda restringe seus esforços a apenas exportar nossa produção nacional, como se ambas estratégias não fossem perfeitamente complementares. E como se a aplicação de medidas e investimentos com intuito de aumentar a atratividade para projetos audiovisuais estrangeiros não fosse uma tendência mundial, posta em prática hoje em qualquer país desenvolvido”, explica André.

De acordo com um levantamento recente, as Film Commissions ativas no Brasil são as do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo, Minas Gerais (estadual), Garibaldi (RS), Bento Gonçalves (RS) e Porto Alegre (RS).

“Entretanto, apesar dos percalços que o cinema nacional tem vivido nos últimos meses, como a crise na Ancine (Agência Nacional do Cinema), a exemplo, a perspectiva de crescimento é boa. Os serviços de streaming, como a Netflix e a Amazon Prime Video, têm voltado seus investimentos para o país pois enxergam no Brasil o potencial de vir a ser o segundo maior mercado de VOD (Vídeo sob demanda) do mundo, depois dos EUA. A Netflix, por exemplo, entende que é estratégico produzir localmente e por isso está em vários países”, revela André.

SecomMT
Produções brasileiros originais da Netflix: até 2020 a empresa norte-americana vai produzir 30 filmes e séries em diferentes locais pelo Brasil 

A propósito, Ted Sarandos, diretor global de conteúdo da Netflix, anunciou recentemente que, entre 2019 e 2020, a empresa norte-americana vai produzir 30 filmes e séries em diferentes locais espalhados pelo Brasil. Só no ano que vem, serão investidos R$ 350 milhões em produções originais brasileiras. Desde que começou a produzir conteúdo no Brasil, em 2016, a Netflix já gerou 40 mil empregos diretos e indiretos no País.  

A excelente notícia para o setor audiovisual brasileiro ganha ainda mais impacto devido ao momento delicado em que vive o setor audiovisual brasileiro. Resta agora a pergunta: Estariam todas as regiões do Brasil devidamente preparadas para recepcionar tantos projetos audiovisuais simultaneamente?

André Faria

Publicitário, formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, hoje atua como diretor executivo da Rede Brasileira de Film Commissions, entidade que administra desde 2017, onde desde então pôde organizar painéis, workshops, cursos e consultorias sobre o assunto e representar as Film Commissions brasileiras em eventos internacionais. É André Faria o representante do Brasil na Latin American Film Commission Network, a rede latino-americana de Film Commissions.

Serviço

Assunto: Seminário Mato Grosso Film Commission

Local: Salão Nobre do Palácio da Instrução

Quando: Quinta-feira, dia 07 de novembro a partir das 15h30

Entrada franca, vagas limitadas, apenas 100 lugares por ordem de chegada

Informações: 65 3163-0240

Assessoria de Imprensa 65 98425-1443 (WhatsApp)

O Palácio da Instrução é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Está localizado na Rua Antônio Maria, 151, Centro de Cuiabá. O funcionamento ao público é de segunda a sexta, das 8h às 18h. Telefone: (65) 3613-9240/9230.

 

 

Inscrições para integrar Coral Municipal de Cuiabá encerram-se nesta sexta-feira (25)

A data da audição, que estava marcada para o dia 29, foi reagendada para dia 30 de outubro, às 14h, na Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo

 Da Redação

Encerra-se nesta sexta-feira (25) o período para que interessados em integrar o Coral Municipal de Cuiabá façam a inscrição. O procedimento é simples, basta preencher o formulário digital e encaminhar à Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo por e-mail. A audição, que estava marcada para o dia 29 de outubro, foi remarcada para o dia 30 de outubro, quarta-feira, às 14h na sede da Pasta, no Clube Feminino.

Atualmente com 45 membros, O Coral Municipal é orquestrado pelo maestro Carlos Taubaté e sua preparadora vocal, Iasmin Medeiros. Juntos, eles se apresentam em festas comemorativas do calendário da cidade, além de eventos em que são convidados para acompanhar a Camerata de Cordas.

“Uma das missões do coral é preservar a cultura cuiabana cantando músicas e ritmos regionais, mas também temos Música Popular Brasileira no repertório e estamos iniciando os ensaios de música erudita”, explica o maestro. Os ensaios acontecem no auditório da Palácio Alencastro, na Prefeitura de Cuiabá, às quartas e sextas, das 19h30 às 21h.

O próximo evento confirmado de apresentação do Coral é a tradicional Cantata de Natal, prevista para os dias 14 e 15 de dezembro, no Porto de Cuiabá. Para participar do coral não há limite de idade, devendo possuir no mínimo 18 anos. A participação é voluntária e é necessário ter conhecimento iniciante de técnica vocal. Para realizar sua inscrição, preencha a ficha anexa e encaminhe para o e-mail: alessandra.barbosa@cuiaba.mt.gov.br. Mais informações pelo telefone (65) 3617-1261.


Sesp-MT lança projeto de biblioteca compartilhada para incentivar a leitura

A iniciativa será lançada na próxima terça-feira (29.10), às 10h30, na sede da Secretaria

Luariany Bispo 

Em comemoração ao Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) desenvolveu o projeto “Leitura Legal – Biblioteca Compartilhada”. A iniciativa será lançada na próxima terça-feira (29.10), às 10h30, na sede da Secretaria, com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e o consumo sustentável.

O projeto contará com uma prateleira no hall de entrada da Sesp, que receberá livros de servidores em troca de outros que estarão disponíveis. A ideia é não deixar o armário vazio para que a iniciativa tenha continuidade, proporcionando assim a troca solidária do conhecimento.

“A Leitura Legal ajuda a despertar e incentivar o interesse pelos livros, facilitando o acesso e contribuindo com o desenvolvimento pessoal”, ressalta o coordenador do Escritório Diretivo de Projetos Especiais (EDPE) da Sesp, coronel PM Marcos Hubner.

A iniciativa é desenvolvida pelo EDPE, em parceria com a Superintendência de Gestão de Pessoas. “O projeto facilitará o acesso à cultura, contribuindo com o desenvolvimento pessoal dos servidores e da instituição. A reflexão e a construção conhecimento provocadas pelo compartilhamento de livros influenciarão na qualidade de vida dos servidores”, frisa o superintendente de Gestão de Pessoas, Diogo Rocha.

Os interessados em participar do projeto podem levar os livros até a estante da Leitura Legal, no hall de entrada da Secretaria.(Sob supervisão da jornalista Nara Assis)


A origem da capoeira e as diferentes formas de manifestação do Rio de Janeiro e em São Paulo no século XIX

RAFAELA DALLA VECHIA

O presente trabalho tem como tema a origem da capoeira, se africana ou brasileira.
Faz também uma comparação entre a capoeira do Rio de Janeiro e de São Paulo do século
XIX, como a capoeira surgiu e as diferentes formas em que se manifestou, bem como o
tipo de tratamento que os capoeiras receberam nessas duas cidades.
As questões que nortearam este trabalho foram:
 Qual a origem da capoeira?
 A capoeira veio da África ou nasceu no Brasil?
 A capoeira surgiu primeiramente em ambiente rural ou urbano?
 Existem outras lutas semelhantes a capoeira pela América?
 Como os capoeiras na cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo no século XIX
eram tratados?
Ter conhecimento da história da capoeira e sua origem permite ao praticante da
capoeira aprofundar na sua arte. Há muita filosofia na capoeira que vai além do jogo de
pernada. Ao estudar a história fica notória a relação do capoeirista mandingueiro do século
XIX e do malandro brasileiro de hoje.Daí a importância de investigar o passado e
compreender melhor o presente.
De acordo com Carlos Eugênio Líbano Soares, um dos principais pesquisadores da
capoeira do século XIX, a pesquisa sobre esse tema no meio acadêmico é recente. Começou

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na segunda metade do século XX. Outros dois importantes pesquisadores e que serão
utilizados neste trabalho são Pedro Figueiredo Alves da Cunha e Luiz Renato Vieira.
A metodologia para fundamentar este artigo foi a pesquisa bibliográfica. Foi feito a
leitura e análise de monografias de mestrado, teses de doutorado e pós-doutorado publicadas
e artigos científicos divulgados no meio eletrônico.
O artigo inicia abordando sobre a origem da capoeira. Depois traz breve
esclarecimento sobre a diáspora no Brasil. Segue fazendo uma comparação do tratamento
que os capoeiristas recebiam no Rio de Janeiro e em São Paulo. E finaliza com a inserção da
capoeira como crime no Código Penal brasileiro em 1890.

Desenvolvimento

Existe uma enorme curiosidade entre os admiradores da Capoeira em conhecer sua
origem. E a figura do estudioso-jogador se torna mais presente no meio da “capoeiragem”.
Esta cultura popular praticada inicialmente entre os negros africanos escravizados
no Brasil colônia conquistou o mundo e atualmente está presente nos “cinco continentes,
uma vez que as rodas de capoeira estão difundidas em mais de 150 países” (Dossiê
IPHAN, 2014, p.13).
A Capoeira se desdobra em vários aspectos. Pode ser luta de defesa e ataque, uma
dança, um jogo, uma brincadeira. “A Capoeira virou depois do boxe, a modalidade de luta
não-oriental de maior projeção no ocidente.” (Vieira, 1998, p.2) Mas qual será a origem da
Capoeira? Veio da África ou nasceu no Brasil?
A Capoeira foi trazida com os africanos escravizados. Utilizando uma expressão de
Soares, a Capoeira foi gestada na África, porém nascida e criada no Brasil. “Na primeira
metade do século, a capoeira esta irremediavelmente ligada à condição escrava e a origem
africana.” (Soares, 1994, p.25) O pesquisador está se referindo ao século XIX, marcado
pelo terror da capoeira. Obrigando a capital da Colônia e depois o Império permanecerem
em vigilância.
De acordo com Soares, diversas lutas e danças africanas são muito semelhantes a
capoeira, são “primas”. A mais conhecida no meio dos capoeiristas é o n’Golo ou dança da
zebra, “praticada entre grupos da região de Mocupe e Mulondo, atual sul de Angola”.
Além dela, a bássula– “luta de pescadores da região de Luanda”. Cultivada entre os
quilenges há também o umudinhu. Os estudos indicam outras “danças marciais negras

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semelhantes à capoeira, como a manioubombosade Cuba e alagyade Martinica para povos
de origem escrava do Caribe.” (Soares, 1994, p24).
Para conhecermos melhor a origem da capoeira é importante conhecer sobre a
diáspora africana no Brasil. Na tese de pós-doutorado do professor Carlos Eugênio Líbano
Soares sobre o cais do Valongo no Rio de Janeiro há dados surpreendentes sobre o número
de escravos que lá desembarcaram. Em 50 anos foram um milhão de africanos. Sendo este
o único desembarcadouro das Américas construído exclusivamente para receber os
escravos. Soares apresenta sua tese na palestra “Caminhos da memória”:

“Durante o período da diáspora, entre 1503 e 1862, 12 milhões de africanos foram
obrigados a abandonar sua nação. Na América chegaram 10 milhões, 2 milhões
morreram no caminho. A região que mais recebeu africanos nas Américas foi o
Caribe. O país, o Brasil, 4 milhões. De 1779 a 1831 durante o “tráfico legal” foram 2
milhões de africanos em todo o Rio de Janeiro. Sendo 30% dessa população
feminina. A faixa-etária em que eles eram trazidos, de 10 a 25 anos. Cerca de 95%
dos africanos que desembarcaram no Rio de Janeiro e Salvador não ficaram, foram
distribuídos para o restante do Brasil.”

Com relação a origem, se urbana ou rural, muitos estudiosos apontam como sendo
uma prática que se manifestou no meio urbano, devido ao contexto sócio cultural do
escravo africano. Há um mito entre os mestres antigos que ela surgiu aos arredores dos
engenhos nordestinos. De acordo com Vieira “não é conhecida nenhuma fonte
documentando a existência da capoeira no interior”. [...] “As primeiras referencias
consistentes provém do início do século XIX no Rio de Janeiro”. (Vieira, 1998, p.16)
Para conhecer a origem da capoeira, os historiadores investigaram em fontes
documentais diversas. Na historiografia, nas pinturas de Rugendas e Debret, no relato dos
mestres antigos, na história dos memorialistas, na literatura dos romancistas, nas crônicas,
nos registros policiais e jurídicos, nos ofícios e telegramas de origens diversas. Enfim, esta
arte “apresenta registros iconográficos e documentais desde o século 18” (Dossiê IPHAN,
2014, p.13).
As primeiras vezes em que apareceu o termo “capoeira” foram nos registros
policiais. O pesquisador Pedro Figueiredo Alves da Cunha faz referencia ao artigo “O
capoeira: a escravidão e suas contradições” de Nireu Oliveira Castro, nele é narrado a
história de um escravo chamado Adão “preso por capoeira em 1789 e punido com 500
açoites e dois anos de trabalho nas obras públicas” no Rio de Janeiro. (Cunha, 2013, p.15).
Inúmeras foram as prisões por “capoeira” no Rio de Janeiro do século XIX. A
maioria eram escravos e africanos. Com a vinda da família real para o Brasil e a criação da

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Guarda Real de Polícia esta prática foi perseguida e severamente punida. “E o primeiro
registro de prisões do século é o códice 403.” (Soares, 2004, p.73)
No entanto, no período joanino (1808-1821) não havia apenas os conflitos entre
soldados e escravos, mas os próprios escravos brigavam muito entre si, o que mostra a
existência da diferença étnica e o estado de grande violência em que esses homens viviam.
Essa diferença cultural favorecia o trabalho dos “morcegos” como eram chamados os
policiais pelos negros. (Soares, 2004, p. 74 e 76)
Soares explica que Códices são ofícios e correspondências entre as autoridades
policiais da Corte, guardada em grandes livros e conservada no Arquivo Nacional. Neles
há informações sobre a criminalidade escrava no Rio de Janeiro na primeira metade do
século XIX. O Códice 403 era o que se referia aos escravos presos por capoeira. Por todo o
capítulo “De Malungos e N’Golos: Origens”, o pesquisador narra as histórias das prisões.
(Soares, 1994, p.7)
Já em São Paulo, de acordo com Cunha, há poucos registros de prisões por
Capoeira. No entanto, há uma legislação farta de orientações para repreender tal
manifestação. Por exemplo, o decreto aprovado pela Câmara em 14 de janeiro de 1833 e
promulgada pelo Conselho Geral de São Paulo em 1º de fevereiro, o pesquisador apresenta
um trecho retirado de um documento do Arquivo do estado de São Paulo (Cunha, 2013,
p.13):

Toda a pessoa, que nas Praças, ruas, casas publicas, ou em qualquer outro logar
também publico, praticar ou exercer o jogo denominado = de capoeiras = ou
qualquer outro genero de lucta, sendo livre será preza por tres dias, e pagará a
multa de um a tres mil reis, e sendo captiva será preza, e entregue ao seo Senhor,
para a fazer castigar na grade com 25 a 50 açoites, e quando o não faça soffrerá a
mesma multa de um a tres mil reis.

Há três questões importantes a serem observadas nesse documento quando
comparado ao que acontecia no Rio de Janeiro no mesmo período. A primeira é a
quantidade de açoites para punir o escravo, de 25 a 50. Enquanto que no Rio mais da
metade dos presos por Capoeira eram mandados para o Calabouço e recebiam a pena
máxima de 300 chibatadas (Soares, 2004, p.87). Além disso, podia ser enviados ao dique
da ilha das Cobras, submetidos a meses de trabalho forçado e isolados da vida na cidade.
(Soares, 1994, p.27 e 29)
A segunda, em São Paulo o escravo era entregue ao seu senhor para ser punido,
enquanto que no Rio ele era preso e castigado pela própria Guarda Real. Causando

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prejuízo aos senhores que ficavam privados de suas propriedades. “Depois eram
devolvidos ou simplesmente soltos, se livres ou forros.” (Soares, 2004, p.88) E por último,
se o senhor não castigasse seu escravo seria multado. O que demonstra certa tolerância por
parte dos donos de escravos com a prática da Capoeira.
Outra questão interessante presente na história da Capoeira de oitocentos de São
Paulo, ela não era praticada só por negros e escravos. Antes mesmo de ser referida na
legislação, ela aparece documentada em 1829, “quando um professor de francês da recém-
formada Academia de Direito, foi repreendido por um aluno por jogar capoeira no chafariz
com um grupo de negros.” (Cunha, 2011, p.1)
Já na capital da Corte, a capoeira vai se tornar pratica de imigrante somente na
segunda metade do século XIX com a participação dos portugueses nas maltas. As maltas
foram grupos formados por três, vinte e até 100 capoeiristas que existiram desde as
primeiras décadas de 1800. “É a unidade fundamental da atuação dos praticantes da
capoeiragem.” (Soares, 1994, p.40)
Os Nagoas e os Guaiamus foram as maltas de capoeiras mais conhecidas nos
tempos da Corte. Os nagoas de tradição escrava, africana, remontam da virada do século
XVIII para o XIX. Os guaiamus tinham uma raiz nativa e mestiça, mais próximo aos
libertos e pardos, com atuação a partir dos meados do século XIX, “quando homens livres,
imigrantes portugueses, brancos pobres vindos do interior e crioulos” formavam a
população trabalhadora. (Soares, 1994, p.95)
As maltas foram extintas nas ultimas décadas de oitocentos com o temível, João
Batista Sampaio Ferraz, promotor da Corte e em 1889 ele é nomeado chefe de polícia do
Distrito Federal da recém proclamada República. Cavanhaque de Aço, como ficou
conhecido, deportou os capoeiras para a ilha de Fernando de Noronha, sem prazo para
voltar. (Soares, 1994, p.248)
Em 11 de outubro de 1890 a capoeira deixa de ser um delito e torna-se crime
previsto no Código Penal da República com o artigo “Dos vadios e capoeiras”. (Soares,
1994, p. 301). Somente em 1932 a capoeira é liberada pelo presidente Getúlio Vargas.
(p.302)

Conclusão

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Conclui-se que a capoeira tem suas origens na diversidade étnica cultural africana,
mas na forma como existe no Brasil, a capoeira é brasileira. Há várias lutas e danças
semelhantes na América.
As fontes documentais comprovam que a capoeira se manifestou em ambiente
urbano entre os escravos africanos principalmente a partir do século XIX no Rio de Janeiro
e em São Paulo.
A grande diferença entre a capoeira do Rio de Janeiro e São Paulo existiu devido a
cidade do Rio do Janeiro ser a capital do Império e por isso a necessidade de maior rigor
com qualquer manifestação e ajuntamento de escravos. O temor de uma revolta assolava as
autoridades. Controlar a ordem com punições severas era a solução. Impondo medo e
terror nos africanos escravizados.


Cine Teatro recebe o 7° Festival Tudo Sobre Mulheres

Da Redação

A mostra competitiva do 7° Festival Tudo Sobre Mulheres - festival de cinema feminino - começa na segunda-feira (28.10), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá. A cerimônia de abertura contará com Pocket Show de Paulo Monarco e Luisa Lamar, além da primeira exibição de curtas  e médias da mostra. Ao todo, são 31 filmes até 31 de outubro, no CineClube Coxiponés e no Cine Teatro Cuiabá. Entre as várias temáticas acerca do universo feminino, os filmes selecionados abordam questões importantes como a diversidade LGBTQ+, a diversidade de etnias, nacionalidades e características.  

No primeiro dia do evento, serão exibidos os seguintes filmes: curtas Diriti de Bdè Burè (doc., GO), Bodas (fic., RJ), Guaxuma (ani., BR-FR), La Flaca (Doc. USA-MEX.), Véu de Amani (Fic. DF), A Bolsa (Fic., SP) e Alfazema (Fic., RJ). Também haverá a Mostra Homenagem à Debora Ivanov, produtora executiva e ex-diretora da Ancine (Agência Nacional de Cinema). A programação contará com os filmes: “Querô”, “Que Horas Ela Volta?”, “Chega de Saudade”, “O Lobo Atrás da Porta”. Estes filmes, porém, serão exibidos no Cineclube Coxiponés, sempre às 14h, de 28 a 31 de outubro. A homenagem à Debora Ivanov será durante a cerimônia de encerramento do festival.

A premiação ocorrerá no dia 31 de outubro, às 19h. O júri do festival contará com a produtora Keiko Okamura, a roteirista e dramaturga Marithê Azevedo, a curadora e atual gestora do Sesc MT Fernanda Solon, o diretor de fotografia João Bertoli e o pesquisador e diretor do Festival de Cinema de Cuiabá Luiz Borges. Os jurados irão outorgar 08 prêmios: Melhor Filme, Melhor Filme Universitário, Melhor Filme de Estreia, Melhor Filme Região Conne, Melhor Filme Região Fames, Melhor Filme RJ/SP. Há também o prêmio Elo Company (com júri composto por representantes da própria empresa), que constitui a representação comercial do filme por 18 meses. O público também vota, e além dos prêmios das empresas parceiras (O2 Play, Coletivo C/As4tro, Academia Internacional de Cinema, Mistika Post e Elo Company), os premiados recebem reproduções da tela troféu “Maria Taquara Onírica”, da artista plástica Ruth Albernaz.

Nesta sétima edição do Tudo Sobre Mulheres as noites iniciarão com música, sempre às 19h, com pocket shows de Luisa Lamar, Paulo Monarco, CravoCanel, Laura Paschoalick, Jéssica Sabiá, Banda Coronela, Hendson Santana. O show de encerramento será com Estela Ceregatti, e participação especial do Coral Desvendar a Voz, do Sesc, com regência também de Estela Ceregatti..

Divulgação

Rodas de Conversa

As rodas de conversa já são parte da tradição do Tudo Sobre Mulheres, e este ano os temas serão: Protagonismo Feminino nas Artes (29/10, 16h), Gordofobia na Mídia e Audiovisual (30/10, 16h) e Roda de Conversa sobre o cenário audiovisual brasileiro com Debora Ivanov e Mulheres do Audiovisual Matogrossense (31/10, 9h).

Dia 30, às 18h, no foyer do Cine Teatro, acontece o lançamento do livro “Passagem Estreita”, de Divanize Carbonieri (Ed. Carlini e Caniato), e em seguida a última sessão da Mostra Competitiva, com exibição dos curtas: Entretantos (Exp., SP), Sob o Mesmo Teto (Doc., RJ), Duas em Um (Exp., MT), Peixe (Fic., MG), Marco (Fic., CE), Sexta Série (Fic., PE), Que Som Tem a Distância? (Doc., RS), Egrégora (Ani., SP), Beat é Protesto - O Funk Pela Ótica Feminista (Doc. SP).

No dia 31, às 16h, acontece o painel “Protagonismo Feminino na Política”, que contará com as presenças das políticas Manuela D´Àvila, deputada Estadual Janaina Riva, deputada federal Benedita da Silva e a deputada federal Rosa Neide Sandes. Após o painel, Manuela D´Àvila lançará e autografará seus livros “Revolução Laura” e “Por que Lutamos? - Um Livro Sobre Amor e Liberdade).

O Festival se consolida, a cada ano, como um instrumento de valorização, empoderamento e visibilidade das mulheres no audiovisual brasileiro, com o reconhecimento e a credibilidade de estar no calendário de eventos cinematográficos nacionais. O evento contará com presenças de artistas regionais e figuras do audiovisual nacional.

Em 2019, o Tudo Sobre Mulheres está sendo realizado de forma colaborativa e voluntária, e para se tornar possível, contamos com muitos apoios, parcerias, entre elas a da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). A realização é da Cumbaru Produções Artísticas, e temos patrocínio do Shopping Estação Cuiabá, além dos apoios: Aline Wendpap Assessoria, Genius Publicidade, Môlera Filmes, Assembleia Social (AL), Ana Bugs, Cineclube Coxiponès, Fato Educacional, BPW Brasil, Cafeína Conteúdos Inteligentes, Carlini e Caniato Editorial, Portal Rosa Choque, Pequi com Câmera, Kinin, MTO Produções, Procev, Cult Conteúdos Inteligentes, Donna Car, Cena Onze, Cine Teatro Cuiabá, Jornal O Estado de Mato Grosso, Bell Som e Luz, Rádio Cultura FM, Canal Brasil e Mídia Ninja. Os apoios gastronômicos são: Armazém Mamur, Natural Club, Galeto Cuiabano, Talavera, Pé de Picolé, Choppão, Raposa Vegana e Quintal da Domingas (Associação Cultural Flor Ribeirinha).

Serviço

7º Tudo Sobre Mulheres

21 a 25 - Oficinas (Cine Clube Coxipones)

28 a 31 - Mostras de Filmes, Rodas de Conversa, Painel e Lançamentos Literários (Cine Teatro Cuiabá)

Mais informações: www.tudosobremulheres.com, @festivaltsm, comunicacaotsm@gmail.com

 

 

INTERNACIONAL: Em Pequim, ministro Osmar Terra negocia intercâmbio Brasil-China no setor audiovisual

Meta é implantar sistema de coprodução de conteúdos audiovisuais para cinema, rádio e televisão, com intercâmbio de profissionais. Também está prevista a veiculação de conteúdo chinês na tevê brasileira e vice-versa

*Por Jéssica Barz

Em viagem oficial à China, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, negociou, nesta quarta-feira (23), em Pequim, dois acordos de cooperação no setor audiovisual. A ideia é promover a interação entre os dois países por meio de um sistema de coprodução de conteúdos audiovisuais para cinema, rádio e televisão, com um intercâmbio de profissionais. Também está prevista a criação de um canal chinês na televisão brasileira fechada, para reprodução de material audiovisual, como documentários, longas-metragens e telenovelas. E, em contrapartida, a China Media Group passaria produções brasileiras na sua programação.

“O governo federal está se empenhando em projetos audiovisuais e o mercado chinês nos interessa muito, devido às suas grandes produções e também pelo seu avanço tecnológico”, destacou o ministro Osmar Terra. “Queremos que o povo brasileiro tenha acesso à arte chinesa e possa conhecer mais a China, na sua cultura, desenvolvimento e beleza. Além de estimular a economia criativa, fomenta o turismo e a cultura entre os nossos povos”, ressaltou o ministro, que se reuniu com o vice-ministro da administração Nacional de Rádio e Televisão da China, Fan Weiping, e com o presidente da maior empresa de comunicação estatal do mundo – China Media Group (CMG), Shen Haixiong.

Para o presidente do CMG, essa cooperação com o Brasil pode abrir um novo cenário para a sociedade chinesa por meio do audiovisual. “A cultura tem grande influência na sociedade e o Brasil é um país muito rico, que temos total interesse em conhecer melhor. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e temos muito espaço para promover essa cooperação”, afirmou Shen Haishiong.

Desenvolvimento humano

A área do desenvolvimento social foi tema das reuniões com os ministros de Assuntos Civis, Huang Shuxian, e de Recursos Humanos e Segurança Social, Zhang Jinan. Osmar Terra explicou às autoridades chinesas que o Brasil tem muitos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. O ministro afirmou que essas ações são importantes, mas não reduzem a pobreza, e a aposta do governo Bolsonaro é em programas de desenvolvimento humano. O Programa Criança Feliz, por exemplo, já é reconhecido mundialmente pela sua eficácia e peculiaridade de serviço prestado.

“Nós queremos ampliar o Criança Feliz e passar de um milhão para três milhões de crianças atendidas. Sabemos que a China, pelo seu tamanho, tem problemas em escala maior, no entanto, tem soluções proporcionais e queremos aprender com eles e trocar experiências para aprimorar o que temos e, também, criar novos serviços”, explicou Terra.

A China possui um grupo específico de trabalho voltado ao bem-estar das crianças, que somam 240 milhões (até 18 anos). O ministro de Assuntos Civis, Huang Shuxian, apresentou alguns dos programas oferecidos pela pasta, tais como apoio a crianças órfãs, que contam com instalações e um fundo para manter as despesas básicas, a fim de não entrarem para a estatística da pobreza, e apoio a crianças abandonadas, visto que a migração na China é crescente e os pais saem do país e não levam seus filhos consigo. Também foi abordado um programa para fomentar a adoção.

Osmar Terra sugeriu a criação de um grupo de trabalho entre os dois ministérios voltado ao intercâmbio de profissionais. O objetivo é que representantes de um país possa conhecer in loco experiências bem-sucedidas do outro e vice-versa. Também foi debatido um acordo de cooperação entre o Ministério da Cidadania e o Ministério de Recursos Humanos e Segurança Social da China sobre qualificação e capacitação de jovens para ingressar no mercado de trabalho.

O Brasil conta com quatro milhões de jovens que não trabalham e não estudam, os chamados nem-nem. Um dos objetivos do encontro com o ministro Zhang Jhian foi trocar informações sobre como a China trata seu público jovem e a questão do desemprego. Jhian explicou que a principal ferramenta são os cursos técnicos e de capacitação, que já apresentam resultados. Atualmente o país tem taxa de desemprego de 5,5%.

Um intercâmbio de especialistas brasileiros e chineses foi proposto e aceito em comum acordo entre os dois lados. “O Governo Federal reconhece a importância da China e todo o seu potencial, por isso esses encontros são fundamentais. Tenho certeza que teremos muitos frutos para a sociedade brasileira, tratando desde a primeira infância até o público idoso”, afirmou o ministro Osmar Terra.

A previsão é que os acordos negociados durante a viagem do ministro Osmar Terra sejam oficializados no dia 12 de novembro, quando o presidente chinês, Xi Jiping, vem ao Brasil para a reunião de cúpula dos Brics, bloco político-econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

*Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania


Rasqueia Cuiabá e Amigos Banda Show se apresentam na Praça Cultural do CPA II

O projeto foi aprovado em edital FUNDO/2019 na categoria música e é sempre realizado de forma gratuita

 NAIARA LEONOR

Nesta quinta-feira (24), o projeto “Rua do Rasqueado” completa nove encontros na Praça Cultural do CPA II. Na programação as apresentações musicais de Guapo e banda, Rasqueia Cuiabá, Gilmar Fonseca e Hamilton Arruda e Amigos Banda Show no horário de sempre, das 18h às 22h, com entrada gratuita.

A “Rua do Rasqueado – Cuiabá 300 anos” foi aprovada em edital FUNDO/2019 na categoria música. O projeto conta com 12 eventos, sempre às quintas-feiras, que serão distribuídos em praças pelo Centro Histórico de Cuiabá e também por bairros de Cuiabá, sempre gratuitos.

O evento é dividido em blocos de lambadinha, lambadão, rasqueado. O evento também conta com quadro de Clássicos Mundiais, que de acordo com Guapo, é um momento das canções e artistas que marcaram época, como Beatles, Frank Sinatra entre outros.

A banda Scort Som foi a convidada para abrir o projeto no dia 22 de agosto, mas a cada quinta-feira a programação se faz nova e abre-se espaço para novos e consagrados talentos da música autoral em Cuiabá. A pista de dança se deslocou pela primeira vez no dia 26 de agosto, do Centro Histórico para o quintal da Dona Matilde, no Parque Ohara e depois para o bairro Novo Terceiro, São Francisco e CPA I. Agora o rasqueado chega a Praça Cultural do CPA II.

Passando da metade dos encontros programados para o projeto este ano, já subiram ao palco da Rua do Rasqueado artistas como Roberto Lucialdo, Eduardinho Mistura, Mega Boys, Marlon França, Cleonir, João Eloy, banda Loop, banda Signos, banda Real Som, banda Ellus, Dito Saca rolha, além de Guapo e banda e os artistas Régis Gomes, Halbina dos Santos.

O projeto “Rua do Rasqueado” foi o primeiro dentre os 51 projetos aprovados no edital FUNDO/2019 a ser executado. O cronograma de desembolso é tratado como prioridade pela Secretaria de Cultura e também pela Secretaria de Fazenda, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro. Ele segue até novembro, totalizando R$ 2,1 milhões em investimento em cultura na capital mato-grossense.

SERVIÇO 

O que: 9º encontro da Rua do Rasqueado

Quando: quinta-feira (24), das 18h às 22h

Onde: Praça Cultural do CPA II

Evento gratuito

 

COOPERAÇÃO: Brasil firma parceria com República Dominicana na área de direitos autorais

Memorando de Entendimento firmado entre os países irá aprofundar a cooperação, o compartilhamento de boas práticas e a implementação de ações de capacitação e formação

Assessoria

A cooperação na área de direitos autorais entre o Brasil e a República Dominicana foi ampliada na manhã desta quarta-feira (23). Os países assinaram um Memorando de Entendimento com foco na troca de experiências, na capacitação e na formação de funcionários. De um lado da parceria, está a Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual (Sdapi) do Ministério da Cidadania e, do outro, o Escritório Nacional de Direitos de Autor do País parceiro. O memorando foi assinado em Genebra, na Suíça, onde o Brasil é representado pelo secretário de Direitos Autorais, Maurício Braga.

O representante do governo federal participa da 39ª Sessão do Comitê Permanente de Direitos de Autor e Direitos Conexos, realizado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), vinculada à ONU. Segundo Maurício Braga, o Brasil só tem a ganhar com o memorando firmado, durante o evento, com a República Dominicana. “A República Dominicana tem avanços significativos na área do direito autoral, assim como também o Brasil. E é aí que reside a troca, em nós passarmos para eles aquilo em que estamos mais adiantados e recebermos deles o mesmo tratamento. Esse é um instrumento que não gera nenhum ônus, para nenhum dos dois países, ele só traz benefícios, pois a troca de informações, de capacitação, vai ser extremamente benéfica, além de ser uma pauta absolutamente positiva para o Ministério da Cidadania e para a Secretaria Especial de Cultura”, afirmou.

De acordo com o diretor do Escritório de Direitos de Autor da República Dominicana, Trajano Santana, o acordo também pode auxiliar no fortalecimento dos direitos autorais de toda a América Latina. “Nós estamos somando, voluntariamente, nossos esforços para seguir fortalecendo a região da América Latina. Os direitos de autor são importantes para a preservação da cultura e para a manutenção dos valores tradicionais de nossos povos, assim como o fortalecimento econômico de nossos países. Além disso, também irá auxiliar para que se possa impulsionar a gestão dos direitos de autor na América Latina”, concluiu.

Treinamento, investigação e arbitragem

Em termos da infraestrutura das instituições que zelam pelos direitos autorais, a República Dominicana apresenta diversos avanços em relação ao Brasil. Dentre as instituições já implementadas pelo escritório na República Dominicana, estão o Centro Acadêmico de Treinamento e Desenvolvimento em Direitos de Autor e Conexos, que capacita os funcionários neste tema, o Centro de Conciliação, Mediação e Arbitragem, além de um Departamento de Investigação e Perícia, que fornece assistência técnica especializada para investigações do Ministério Público relacionadas ao plágio e à pirataria.

Outro avanço é a Unidade de Assistência Jurídica, que auxilia autores, intérpretes, usuários, estudantes, empresários e a sociedade como um todo nos procedimentos legais relacionados aos direitos de autor e direitos conexos. Recentemente, ainda foi lançada uma plataforma online para permitir que os autores registrarem suas obras.

Neste sentido, a experiência da República Dominicana pode auxiliar o Brasil, já que uma das prioridades da Sdapi é unificar o sistema de registro, por meio de um sistema eletrônico. Além disso, também está sendo avaliada a implantação de uma câmara de mediação e arbitragem, além da crescente divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas aos direitos autorais, como uma forma de combate à pirataria.

Por outro lado, o Brasil é um dos países que tem uma das legislações mais completas e atualizadas em relação à fiscalização e à habilitação de associações de gestão coletiva. Além disso, tem avançado em relação à regulação dos direitos autorais no ambiente digital, em razão da nova proposta de lei que irá regular os direitos autorais e que pode, neste sentido, contribuir significativamente com os trabalhos do escritório da República Dominicana.

Histórico

As negociações para a assinatura do memorando tiveram início durante a Reunião Regional de Chefes ou Diretores dos Escritórios de Direitos de Autor da América Latina, realizada entre 1 e 3 de julho de 2019, em Santo Domingo, na República Dominicana, também organizada pela OMPI.

Vinculada ao Ministério da Cidadania, a Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual, atua de forma equivalente e com competências similares aos escritórios de direitos autorais dos demais países da América Latina, sendo o órgão congênere ao Escritório Nacional de Direitos de Autor da República Dominicana.

Direitos Autorais

O direito autoral diz respeito às normas estabelecidas pela legislação para proteger as relações entre o criador e a utilização de suas obras, sejam elas artísticas, literárias ou científicas, como textos, livros, pinturas, músicas, ilustrações, fotografias e obras audiovisuais. No Brasil, esse direito está assegurado pelo artigo 5º da Constituição Federal e pela Lei de Direitos Autorais.

Criada em 1998, ou seja, há 21 anos, a Lei de Direitos Autorais brasileira foi alterada apenas uma vez. Atualmente, o Ministério da Cidadania, por meio da Sdapi, trabalha na criação de um novo marco regulatório que também trate sobre os direitos autorais no ambiente virtual e que considere os impactos que novas tecnologias e modelos de negócios, como os serviços de streaming de música, livros, filmes e seriados, as plataformas de compartilhamento de conteúdo, a inteligência artificial, a impressão em 3D e a realidade virtual trazem para o tema.

O Comitê Permanente de Direitos de Autor e Direitos Conexos foi criado no biênio de 1998/99 com a finalidade de examinar questões legislativas ou de harmonização no campo dos direitos autorais e direitos conexos. As sessões do SCCR são realizadas duas vezes ao ano. Desde que o comitê foi criado, a delegação brasileira toma parte nas discussões.


Jovens instrumentistas participam do Ciclo CirandaMundo MasterClass

De maneira gratuita, as atividades garantem aulas de violino, viola, violoncelo e regência para músicos iniciados
 
com renomados instrumentistas de prestígio internacional

Protásio de Morai

Dois dias inteiramente dedicados à música transformam o Palácio da Instrução em um grande conservatório, com direito a formação e apresentação com experientes instrumentistas vindos de várias partes do mundo. Realizado pelo Instituto Ciranda, o Ciclo CirandaMundo MasterClass, que ocorre nesta segunda-feira e terça-feira (21 e 22.10), oferece, gratuitamente, aulas de violino, viola, violoncelo e regência à mais de trinta jovens instrumentistas.

Entre os professores estão a canadense Verónique Mathieu, responsável pelas aulas de violino; Shah Sadikov, do Uzbequistão, responsável pelas aulas de regência e viola; e o paulista William Teixeira, professor de violoncelo.

Tchélo Figueiredo

“São três importantes instrumentistas reconhecidos internacionalmente que chegam em Cuiabá com um único intuito, compartilhar conhecimentos. Esse primeiro ciclo foi pensado especificamente para as sessões de cordas e regência. Para os estudantes, a atividade traz um grande aprendizado, com olhares muito competentes e novas e importantes perspectivas”, aponta Yndira Vilarroel, coordenadora pedagógica do Instituto Ciranda.

Para a violinista canadense Verónique Mathieu, as atividades desses dois dias de estudos no Palácio da Instrução trazem ganhos artísticos, tanto para os jovens instrumentistas, quanto para os professores envolvidos.   

“São atividades com significados muito profundos, tanto para os alunos quanto para nós professores. Por um lado, os alunos podem ter aulas com diversos artistas ao mesmo tempo, o que significa eles terem vários pontos de vista sobre a música. E para nós, professores, é uma experiência muito importante porque vamos poder tocar com músicos de Cuiabá, como é o caso da Jessica Gubert, do clarinete e da Yndira Vilarroel, do violino. Além de poder tocar música de compositores brasileiros, é claro. Um deles, Roberto Victorio, aqui de Cuiabá, que estará presente no concerto de amanhã. Uma bela oportunidade para todos os envolvidos”, garante Verónique.

Tchélo Figueiredo

Para a jovem violinista Kamilly Matos, 17 anos, que veio de Rondonópolis exclusivamente para participar da masterclass com Verónique, essa está sendo uma oportunidade única de aprendizado.

“O contato com outros instrumentistas do mundo vai acrescentar muito a nossas vidas, não só no violino, mas em todos os aspectos da vida. Gostaria de agradecer muito ao Instituto Ciranda, que despertou essa vocação em mim e em outros colegas meus. Com a chegada do Ciranda em Rondonópolis passei a ter acesso a esse tipo de atividades, despertando em mim o gosto pela música de orquestra”, explica Kamilly.

Concerto de encerramento

O Ciclo CirandaMundo MasterClass encerra nesta terça-feira (22.10), às 20h, no Palácio da Insturção, com um concerto especial aberto ao público, que traz no repertório, peças de W. A. Mozart, J. S. Bach, Roberto Victorio e Silvio Ferraz. Para as apresentações, além dos professores convidados, o concerto contará ainda com a violinista venezuelana Yndira Villarroel, a clarinetista Jessica Gubert e o compositor Roberto Victorio.

Para o concerto, várias formações, quintetos, quartetos e orquestra de câmara com a participação dos professores. “É um privilégio muito grande poder prestigiar profissionais tão importantes para a música de concerto. Estou muito feliz”, comemora Yndira Villarroel.

O Instituto Ciranda - Música e Cidadania é um dos 32 Pontos de Cultura apoiados pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer.

Serviço

Ciclo CirandaMundo MasterClass

Onde: Palácio da Instrução

Quando: Dias 21 e 22 de outubro (segunda-feira e terça-feira), das 8h às 18h. O concerto ocorrerá dia 22 de outubro a partir das 20h

Entrada Franca

Outras informações: (65) 3623-1239

Assessoria de Imprensa: WhatsApp (65) 98425-1443

O Palácio da Instrução é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Está localizado na Rua Antônio Maria, 151, Centro de Cuiabá. O funcionamento ao público é de segunda a sexta, das 8h às 18h. Mais informações: (65) 3613-9240.


Ministério da Cidadania incentiva criatividade de jovens de todo o Brasil

Por meio do edital #amorpeloBrasil, cerca de R$ 2 milhões em prêmios serão distribuídos para mais de 350 vídeos. Ideia é revelar talentos por trás da câmera do celular

Assessoria

Luz, câmera, ação! Chegou a hora de jovens de todo o País entrarem em cena para mostrar o seu produto audiovisual. O edital #amorpeloBrasil vai premiar 351 vídeos produzidos com celular por jovens de 12 a 18 anos de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal. A principal regra é: os vídeos inscritos devem contar histórias de iniciativas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade – seja em casa, na escola, na comunidade. As premiações variam entre R$ 3 mil e R$ 20 mil. No total, serão mais de R$ 2 milhões destinados aos vencedores. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de novembro no site do edital.

A produtora cultural Roberta Bandeira, de 22 anos, apoia a iniciativa. Ainda na adolescência, ela começou a produzir vídeos de forma amadora, com as colegas. Atualmente, Roberta cursa Produção Cultural na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no campus de Nilópolis, e já trabalha na produção de séries e filmes. Segundo ela, esse tipo de premiação é extremamente importante para incentivar um possível início de carreira na área. “A gente tem as ideias mas, às vezes, é preciso algo a mais para apoiar, pois nem sempre temos recursos. Então, é sempre bom ter essas iniciativas para incentivar a galera mesmo”, comenta.

O prêmio foi idealizado pela Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cidadania para encorajar os jovens a exercitar sua criatividade. O secretário do Audiovisual, Ricardo Rihan, aponta que nesta faixa etária os jovens são muito criativos e o prêmio tem o objetivo de estimular, reconhecer e premiar estes talentos. O secretário ainda destaca que as condições atuais são bastante propícias para a produção. “O diretor Glauber Rocha dizia que, para se fazer cinema, bastava ter uma ideia na cabeça e uma câmera na mão. Hoje, basta ter uma ideia na cabeça e um celular na mão”, conclui.

Inscrições

Podem ser inscritas quaisquer obras audiovisuais gravadas em celular e publicadas em plataformas digitais gratuitas e de livre acesso durante a vigência do prêmio, ou seja, até o dia 12 de novembro. Os vídeos devem abordar temas relacionados à promoção da cidadania. Ou seja, qualquer atitude positiva dentro de casa, na escola ou no bairro, é válida.

Roberta tem um bom exemplo. De acordo com a estudante, as casas ao redor da universidade onde estuda são simples, com alguns muros e fachadas sem reparos. Então, no ano passado, ela e outros alunos decidiram botar a mão na massa e fazer algo para melhorar o ambiente. Foi assim que nasceu o “Colore a Rua”.

Com uma pequena ajuda financeira da faculdade, eles organizaram um mutirão, em dois sábados, para revitalizar os muros das residências. Antes, perguntaram aos moradores quem gostaria de participar. A maior parte logo topou e os que estavam indecisos também aderiram ao movimento, depois de ver os primeiros muros pintados.

Segundo a estudante, os resultados foram muito positivos. “Com esta ação as pessoas passaram a sentir orgulho do território em que elas estão, né? Elas vão cuidar daquele espaço de forma diferente. Muitas vezes, elas não estão enxergando a potência daquele lugar, mas quando estão juntas, podem mudar esta percepção. É algo que vai crescendo mesmo, no dia-a-dia. Somos nós, os cidadãos, fazendo a mudança”, conclui.


Ministério da Cidadania e Unesco discutem cooperações na cultura

Encontro tratou de cooperações técnicas especializadas para políticas públicas na área da Cultura.

Assessoria

O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Ricardo Braga, recebeu nesta quinta-feira (26) a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Marlova Noleto, para tratar de cooperações técnicas especializadas para políticas públicas na área da Cultura.

Durante o encontro, foram destacadas ações com foco nas áreas de economia criativa e parcerias com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), ambos vinculados ao Ministério da Cidadania, com o intuito de olhar a cultura como agente de desenvolvimento social.

Para Marlova Noleto, o Ministério da Cidadania está cada vez mais próximo às áreas de atuação da agência, como as Ciências Humanas e Sociais e a Cultura. “O ministro Osmar Terra tem dado cada vez mais a diretriz de trabalhar com os municípios, descentralizando ações, e a Unesco tem tido muito prazer em poder apoiar essa cooperação com expertise”, destacou.

Também estavam presentes ao encontro o secretário adjunto da Cultura do Ministério da Cidadania, José Paulo Soares Martins, a coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Isabel de Paula, o chefe substituto da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Cidadania, Leandro Gomes Cardoso, o coordenador da área de Difusão Cultural, Eduardo Coelho, o diretor de Cooperação Técnica do Ministério da Cidadania, Edward Borba, e a diretora adjunta, Margareth Cristina de Almeida Gomes.

 


Prefeitura fará contratação emergencial para restauração da Casa de Bem Bem

O procedimento deve ter início já na próxima semana

 

ANDRÉ GARCIA SANTANA 

 

A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo contratará de forma emergencial uma empresa para fazer a restauração da Casa de Bem-Bem. A decisão foi aprovada na manhã desta quarta-feira (5), durante reunião do titular da Pasta, Francisco Vuolo, com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O processo deve ter início na próxima semana.

Recentemente, uma nota técnica do Instituto atestou a existência de um novo desabamento no anexo da edificação, que não suportou a ação das chuvas contínuas que vêm atingindo a Capital nas últimas semanas. Diante da situação, Vuolo reforça que os projetos para a recuperação do casarão já foram consentidos e que, assim que finalizados os trâmites burocráticos, será divulgado um cronograma de ações no local.

“Estamos acompanhando toda a situação de perto e cumprindo todas as recomendações do Iphan e do Ministério Público. Também já garantimos a segurança do local e convidamos o  grupo de arquitetos responsável pelo primeiro projeto de restauração da Casa para colaborarem conosco”, explica o secretário. Na próxima semana, ele volta a se reunir com o órgão, para dar andamento ao trabalho.


Projeto de Lei do Mecenato Cultural é aberto para consulta pública

Da Redação

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com o Conselho Estadual de Cultura e Fórum Permanente de Cultura, abriu consulta pública para contribuição da sociedade civil ao projeto de lei de incentivo fiscal ao mecenato cultural. O formulário da consulta pública foi preparado para receber comentários a cada parágrafo da minuta de lei e ficará aberto para contribuições até as 18 horas, do dia 18 de dezembro.

A Lei do Mecenato Cultural é um anseio dos segmentos culturais e visa ampliar as possibilidades de financiamento de projetos e atividades continuadas na área artística e cultural pelo empresariado mato-grossense. Para o setor privado será uma oportunidade de fortalecer sua responsabilidade social e vincular sua marca a projetos de grande impacto social e artístico. 

De acordo com a minuta do projeto de lei, o fomento será realizado por meio de incentivo fiscal de ICMS para projetos de natureza cultural.  A minuta prevê ainda que a SEC deverá coordenar as atividades do mecenato cultural  e que as diretrizes da política cultural e normas para habilitação e contratação dos projetos sejam estabelecidas pelo Conselho Estadual de Cultura. Pessoas físicas e jurídicas, e pessoas jurídicas públicas da administração direta e indireta, como as prefeituras, poderão captar os recursos junto ao empresariado.

Durante a IV Conferência Estadual de Cultura, realizada no último fim de semana, a minuta de lei foi entregue ao maestro Fabrício Carvalho, representante da equipe de transição, para que o novo Governo faça o encaminhamento à Assembleia Legislativa no próximo ano.


Antônio Horácio da Silva Neto lança o livro “Escritos Associativos”

Da Redação

O juiz aposentado e advogado Antônio Horário Antônio Horácio da Silva Neto lançou hoje (04), o livro “Escritos Associativos” em comemoração aos 50 anos da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam). O livro é uma coletânea de artigos publicados no Jornal A Gazeta.

O lançamento faz parte da programação do III Encontro dos Magistrados Aposentados do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá.

O evento visa valorizar e promover a integração dos magistrados aposentados e aqueles que se encontram na ativa. 

Antônio Horário nasceu em Manaus/AM, aos 15 de fevereiro de 1969. Formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro (1990), foi aprovado em concursos de provas e títulos para os cargos de Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Rondônia (1991/1996) e de Magistrado do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (1996/2012).

Na Promotoria de Justiça exerceu suas funções nas Comarcas de Cerejeiras/RO, Colorado do Oeste/RO, Vilhena/RO, Pimenta Bueno/RO e Cacoal/RO.

Na magistratura mato-grossense exerceu os cargos de Juiz Substituto na Comarca de Barra do Garças/MT, Juiz de Direito nas Comarcas de Dom Aquino/MT, Jaciara/MT, Primavera do Leste/MT, Poxoréo/MT, Rondonópolis/MT, Várzea Grande/MT e Cuiabá/MT, Juiz de Direito Substituto de Segundo Grau no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Juiz

Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (2003/2005), Juiz Auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (2006) e Juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso na categoria Juiz de Direito (2008/2009).

Membro da Academia Mato-grossense de Magistrados (AMA-MT) e exerceu o magistério na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (Cesur), Universidade de Cuiabá (Unic) e a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).

Presidiu a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), (2004/2005), a Academia Mato-grossense de Magistrados (AMA-MT), (2009/2010) e a Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), (2007/2009).


Itaú Cultural abre exposição sobre seis séculos de arte em gravura

Por Flávia Albuquerque

A exposição Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural pode ser visitada até 17 de fevereiro no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, em São Paulo. São 453 gravuras que mostram, de forma didática, seis séculos da produção gráfica europeia. A entrada é gratuita.

Segundo a curadoria, as obras revelam as diferentes técnicas usadas pelos artistas do século 15 ao 20, sendo um recorte representativo, pela diversidade de técnicas, temas e destinações das gravuras. “Esta seleção permite pensar na linguagem gráfica e em outros caminhos de leitura e interesse ao longo desse instigante empreendimento que foi a produção de imagens impressas”, disse o curador da mostra, Marcos Moraes.

Antes de chegar a São Paulo, a mostra passou pelas cidades de Santos, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Brasília e Florianópolis. Em São Paulo, apresenta ainda uma litogravura de Pablo Picasso, de 1949, recém-adquirida para a coleção e ainda não exibida ao público, batizada de David et Bethsabée. A exposição terá ainda a  xilogravura The Grils on the Bridge, 1918, de Edvard Munch, também recentemente incorporada ao acervo.

O acervo conta ainda com obras de Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec e Rembrandt van Rijn. A gravura mais antiga em exibição na mostra é Cristo Carregando Cruz, feita em 1475 por Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia. Vale ressaltar as ilustrações de Gustave Doré, no século XIX, para o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

O conjunto também tem obras do artista e caricaturista francês Honoré-Victorien Daumier, como Quelle Heurese Rencontre! Dele, há ainda o original de uma charge publicada no jornal Le Charivari, um dos principais veículos franceses no período.

Segundo Moraes, as primeiras imagens impressas datam do século 15 e são xilogravuras. A partir daí as técnicas são aprimoradas e surgem inovações como a linguagem gráfica, que levou a gravura à autonomia no século 19.
“A imagem impressa acompanha a humanidade desde os seus primórdios, e podemos remontar essa trajetória às primeiras mãos marcadas, por meio de pigmentos, nas paredes de grutas e cavernas”, afirmou o curador.


Ciranda de Crioula leva sarau, música e dança ao Misc

Encontro converge com exposição "Bença" e mês da Consciência Negra

 

ANDRÉ GARCIA SANTANA 

 

Em consonância com o mês da Consciência Negra o Museu de Arte e do Som de Cuiabá (Misc), recebe o 10º encontro do Ciranda de Crioula, no sábado (17). Poesia, música, samba de roda, umbigada e oficina de dança compõe a programação do evento, realizado em paralelo a exposição coletiva “Bença”, que reverencia o saber popular por meio do resgate de sabedorias transmitidas de geração a geração.

É o que explica uma das participantes do encontro e curadora da mostra, Paty Wolff. “A Ciranda é um evento que já ocorre há pelo menos três anos, com encontros periódicos. O evento foi crescendo e hoje reúne poesia e oficinais.Todos esses elementos estão em conversa com a exposição, por isso decidimos trazê-la de volta pra cá, reforçando toda essa proposta”, explica.

De acordo com a organização, o samba de roda é reconhecido como Patrimônio Imaterial pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Sendo uma expressão musical, poética e festiva das mais importantes e significativas da cultura brasileira. 

Passada através de gerações, sobretudo através das mulheres para as crianças, a experiência primordial no samba proporciona bem-estar no corpo, na alma, em toda a nossa estrutura. Uma herança ancestral e cultural do povo negro, sua resistência aos padrões corporais hegemônicos e ainda um lugar em destaque à expressão do feminino.


Parque Das Águas recebe "Tangueiros In Concert" em show gratuito de tango

A Iniciativa democratiza o acesso a diferentes manifestações culturais

 ANDRÉ GARCIA SANTANA 

 Drama, paixão e sensualidade se misturam à trilha sonora do Parque das Águas no sábado (17). Na data, o trio Tangueiros in Concert apresenta um repertório refinado de tangos, que inclui desde os clássicos de salão até milongas e romanza. Ao longo show, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, ganham destaque as composições do Maestro Astor Piazzolla, com as inovações do jazz.

De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, esta é uma maneira de democratizar o acesso a diferentes manifestações culturais. “Além de ser um ritmo reconhecido mundialmente, o estilo é diferente do que escutamos rotineiramente e tem tudo a ver com o clima contemplativo do parque”, diz.

Mesclando intensidade a elementos sonoros tipicamente latinos, o ritmo envolve os ouvintes e reúne apaixonados pelos quatro cantos do mundo. Sua origem deu-se na região do Rio da Prata, entre as cidades de Buenos Aires e Montevidéu. O tango é considerado Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Em Cuiabá, o show do Tangueiros In Concert fará um percurso pelos tangos mais conhecidos no Brasil, interpretando obras de Carlos Gardel até a grande revolução, liderada pelo já mencionado Astor Piazzolla.

O trio é composto pelo Regente e Pianista Pedro Henrique Calhao que será acompanhado pelos argentinos Martin Lima, no bandoneon e Facundo Estefanell Rochon, no contrabaixo acústico. Todos os artistas são profissionais com formação musical em instituições reconhecidas no Brasil e no exterior.

No domingo (18), eles se apresentam no Cine Teatro Cuiabá. Os ingressos custam R$40 para as inteiras e R$ 20 para meias e podem ser adquiridos por meio do site www.ingressosmt.com.br. De acordo com os artistas, às 18h haverá uma sessão beneficente para o Movimento Sacerdotal Mariano da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, e às 20h sessão especial.


Movimento Cultural de Várzea Grande classifica projetos para o Prêmio Culturas Populares 2018

O objetivo é fortalecer as expressões culturais brasileiras, retomando práticas populares que difundam as expressões populares em suas comunidades.
 

A Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso – AMFMT e o Grupo de Dança Estrela Guia, ambos de Várzea Grande, estão entre os projetos selecionados ao Prêmio Culturas Populares 2018, promovido pelo Ministério da Cultura. O resultado final foi divulgado no dia 22 de outubro, no Diário Oficial da União.

Em todo país, foram 2.227 projetos avaliados por uma Comissão de Seleção do Ministério da Cultura, que analisou fatores como a contribuição sociocultural que a iniciativa traz às comunidades e a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades a partir de suas práticas culturais, entre outros critérios.

De acordo com o dirigente da Associação das Manifestações Folclóricas de MT, Wanderson Magalhães Farias, o apoio e parceria da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Superintendência de Cultura, foi primordial para a divulgação do trabalho das entidades em alcançar o reconhecimento pelo trabalho realizado com mais 2.300 jovens nas escolas da rede pública municipal e estadual.

Criada em Várzea Grande no ano de 2003, com o objetivo de manter vivas as manifestações folclóricas de Mato Grosso, a Associação das Manifestações Folclórica de Mato Grosso – AMFMT realiza trabalhos que contemplam a área sociocultural, com oficinas de aprendizagem de manifestações folclóricas em cinco escolas municipais e estaduais, tendo sua sede administrativa no bairro Jardim Glória I, em Várzea Grande.

A Associação das Manifestações Folclórica de Mato Grosso teve suas atividades classificadas como o segundo melhor projeto da região Centro-Oeste com 98 pontos dos 100 possíveis e um dos melhores do País. “A classificação do seu projeto é mais uma vitória da Associação, que atualmente é certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura e considerada de utilidade pública pelo município de Várzea Grande”, disse a superintendente de Cultura, Maria Alice de Barros.

Cada um dos projetos selecionados, espalhados por todos os Estados e o Distrito Federal, receberá R$ 20 mil, totalizando R$ 10 milhões em recursos. Segundo os organizadores do Prêmio Culturas Populares 2018 – Edição Selma do Coco, este é o maior volume de recursos já disponibilizado pelo projeto, que em 2018 chega a sua sexta edição.

O objetivo da iniciativa do Ministério da Cultura é fortalecer as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem. Exemplos dessas iniciativas são o cordel, a quadrilha, o maracatu e o mato-grossense siriri, entre outros.

Para o secretário Silvio Fidélis, a classificação dos projetos de Várzea Grande demonstra o alto padrão de qualidade, organização e profissionalismo do movimento cultural do município. “Parabenizamos os classificados de Várzea Grande para o Prêmio Culturas Populares 2018 e reforçamos a parceria e o apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Superintendência de Cultura no esforço permanente em levar a todos os públicos as diversas manifestações artísticas e culturais da nossa terra, em ações positivas divulgando nossas tradições e resgatando nossa história”, declarou.  

Por: Fred Nogueira - Secom/VG


Polícia Civil abre inscrições para 13ª edição do Projeto Arte e Cultura em Ação

A Polícia Judiciária Civil abre nesta terça-feira (23.10) as inscrições para a 13ª edição do Projeto Arte Cultura em Ação. Desenvolvido pela Área de Acompanhamento Psicossocial da PJC desde 2006, o projeto tem como objetivo mostrar o talento dos servidores e familiares.

O evento acontece no dia 14 de dezembro no auditório da sede da Diretoria Geral da PJC.

As inscrições podem ser realizadas entre os dias 23 de outubro a 13 de novembro através dos telefones (65) 99972-5945 e 3613-5627, ou ainda via email: equipepsicossocial-gadss@pjc.mt.gov.br

A ação voltada para os servidores da Polícia Civil busca fortalecer as relações interpessoais, sendo uma ferramenta de aproximação dos policiais civis, familiares e a comunidade, por meio de exposições e apresentações artísticas e culturais de servidores talentosos.

Todos os servidores e familiares que tenham um talento especial ou que queriam demonstrar a sua forma de arte são convidados a contribuir com a comemoração. Então se você canta, toca, dança, faz artesanatos, pinta, contra piadas, se é um artista na cozinha ou tem outro dom especial, deixe a timidez de lado e venha participar do evento.

Agora, se você não tem nenhum talento especial, mas é animado e gosta de uma boa confraternização, se prepare para essa grande festa.

O projeto é também um canal de  promoção da autoestima e qualidade de vida dos servidores, em razão dos momentos de descontração, alegria e integração proporcionados durante seus eventos.


Com crítica política, animação brasileira é destaque em festival

Por Agência Brasil*

O filme brasileiro "Tito e os Pássaros", dirigido por Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Bato, foi destaque do cinema latino no Animation is Film Festival, em Holywood (Estados Unidos), no fim de semana. O filme mostra a coragem de um grupo de crianças disposto a enfrentar a "epidemia do medo". Indiretamente, o filme faz críticas políticas.

A animação brasileira mostra uma interpretação poética e colorida para narrar as aventuras de Tito, de 10 anos, e os amigos em um mundo completamente dominado pelo medo.
À Agência EFE, Steinberg afirmou que a mensagem do filme tem relação direta com as eleições presidenciais no Brasil, polarizadas entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
"A ideia é ter estreia comercial no início do ano que vem”, disse o diretor. “Não podemos ser dominados pelo medo. Temos que tentar enfrentar e encontrar a solução", acrescentou. “As pessoas estão ficando loucas por causa do medo", acrescentou.

O objetivo, segundo Steinberg, é buscar a aproximação com as crianças sobre temas de grande significado social porque essa é "a única maneira" de "conceber um novo mundo".

Além da animação brasileira, o festival teve produções do Japão, da Argentina e Hungria, entre outros.


Uma inscrição de 2.000 anos resolve o último mistério da devastação de Pompeia

Descoberta de escrita feita a carvão em uma parede demonstra que a erupção do Vesúvio ocorreu em 24 de outubro, e não em 24 de agosto


Criação de museu de time esportivo é discutida pelo Ministro Sá Leitão

A criação do Museu do Flamengo, o Fla Memória, foi discutida nesta segunda-feira (1) entre o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o representante do escritório Regional Sudeste do Ministério da Cultura (MinC), Matheus Quintal, o gerente de Patrimônio Histórico do Clube de Regatas do Flamengo, Rodrigo Saboia, e o sócio da empresa Mude, Marcelo Fernandes. Ao explorar inovação tecnológica, o Fla Memória espera receber de 150 a 250 mil visitantes por ano.
 
O representante do clube estima um investimento de R$ 14 milhões para a execução do projeto Fla Memória. Para captar o valor, o ministro sugeriu a elaboração de um projeto voltado para a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Segundo Sá Leitão, a proposta é inovadora pois o Brasil tem grande proeminência no esporte e o Fla Memória seria o primeiro museu desse porte, nesse segmento, no País. "O Flamengo tem atualmente 36 milhões de torcedores, o que dá sustentabilidade de médio a longo prazo ao museu. Falta no Brasil um projeto como este", afirmou o ministro.
 
A proposta envolve a montagem de exposição sobre a história do Clube Flamengo e sua importância na vida econômica e sociocultural do estado do Rio de Janeiro e do País. A estrutura, planejada para ter cerca de 2 mil m², pretende expor o acervo do clube de forma tecnológica, explorando a interatividade com o público.
 
Dividido em 15 áreas temáticas, o projeto convida a uma viagem pela história do clube. Para isso, a sede do Flamengo, no bairro da Gávea, passará por uma transformação para alocar essa nova estrutura. A iniciativa é inspirada em museus e exposições de clubes internacionais, como Juventus, Real Madrid e Barcelona.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura 

Conheça projetos voltados para crianças com apoio da Rouanet

 
Projetos culturais em todos os estados brasileiros já foram realizados para o público infanto-juvenil por meio da Lei Rouanet. Graças ao incentivo fiscal, ao longo dos últimos 27 anos, desde que a Lei Rouanet foi criada, foi possível viabilizar festivais de teatro, circo, dança, exposições, concertos, apresentações literárias e oficinas. 
 
"O que mais chama a atenção é a diversidade das propostas. Há projetos para grandes públicos, de formação de jovens músicos, programas de leitura em escolas, festivais de cinema, folclore, teatro, exposições. A variedade é incrível, o que mostra o caráter democrático e inclusivo da lei", ressalta o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), José Paulo Soares Martins.
 
Música para todos 
 
Entre os projetos voltados para crianças que têm apoio da Rouanet destaca-se a Orquestra Criança Cidadã (OCC), que já conseguiu captar R$ 6,5 milhões para cinco das oito propostas apresentadas ao MinC. Os recursos vão para os planos anuais de manutenção e para circulação nacional. De acordo com Carlos Eduardo Amaral, assessor de Comunicação da orquestra, a Lei é essencial para a manutenção do projeto. "Toda a divulgação para patrocinadores é focada na Rouanet, pois sabemos que há muitas empresas que podem contribuir com o projeto por meio da Lei. Ao longo dos anos, temos conseguido ampliar o percentual de patrocínio por meio da Rouanet", afirma. 
 
Atualmente, a OCC atende, gratuitamente, 360 crianças e jovens de baixa renda de Recife e dos municípios pernambucanos de Ipojuca e Igarassu. Criado pelo juiz João José Rocha Targino, o projeto tem o objetivo de promover a cidadania de crianças e jovens entre seis e 21 anos. Os alunos recebem aulas de instrumentos de corda, percussão, teoria e percepção musical, flauta doce e canto coral, além de instrumentos de sopro – flauta transversal, oboé, clarinete, trompa e fagote. 
 
O programa conta ainda com apoio pedagógico, atendimento psicológico, médico e odontológico, aulas de inclusão digital, fornecimento de três refeições por dia e fardamento. A Orquestra também garante a profissionalização dos alunos por meio da Escola de Formação de Luthier e Archetier, onde aprendem a arte da construção e reparo dos instrumentos de corda. Desde sua criação, em 2006, a OCC já atendeu mais de 600 crianças e jovens e recebeu mais de 20 prêmios, incluindo o Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local, de âmbito nacional. Na esfera internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu a Orquestra como uma boa prática de inclusão social, em dezembro de 2010.
 
Assista a vídeo sobre o projeto, produzido pela TV Universitária Recife
 
Exposições
 
Outro exemplo de projetos realizados com o apoio da Rouanet são as exposições e oficinas organizadas pelo artista plástico Glenn Hamilthon. Desde 2012, já foram cinco projetos: Futebol Criança, Ybyrá Mitã, Brincadeiras de Criança e Atibaia Criança. Destinadas ao público infantil do município de Atibaia (SP), as mostras, realizadas com R$ 341 mil captados via Rouanet, uniram arte, futebol e educação artística e socioambiental. 
 
A história de Glenn é um pouco atípica, pois ele foi chamado a desenvolver seus projetos pelo diretor do departamento de marketing de uma indústria local, já acostumada a utilizar os mecanismos de isenção fiscal para fins culturais. Desde então, ele se empenhou em conhecer com profundidade o mecanismo de mecenato da Lei Rouanet. "Sem a Rouanet, nada disso seria possível", diz o artista, que já fez oficinas com mais de 5 mil crianças em situação de vulnerabilidade da região. "Nós ensinamos para as crianças que a arte é para todos, que eles também podem fazer arte, por isso usamos materiais reciclados, aparas, tudo pode ser transformado em arte", conclui. Na próxima edição, Glenn pretende ministrar oficinas para 1,8 mil crianças. 
 
Crianças para o bem
 
Em Brasília, a organização internacional Nova Acrópole, além dos cursos e oficinas regulares de filosofia, também organiza o projeto Criança para o Bem. Em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Distrito Federal, o projeto atende, anualmente, 180 crianças de famílias em vulnerabilidade social. O projeto conta com o apoio da Lei Rouanet, por meio do qual já captou R$ 196 mil para suas atividades, além de outras parcerias, como com o programa Criança Esperança.  
 
Desde sua fundação, em 2007, já foram atendidas mais de 2 mil crianças. São oferecidas 
Desde sua fundação, em 2007, o Proheto Criança para o Bem já atendeu mais de 2 mil crianças (Foto: Divulgação)
 
atividades como aulas de balé, música, poesia, esporte, artesanato e acompanhamento escolar, além do transporte de ida e volta. As atividades ocorrem no contraturno escolar, em dias específicos da semana de acordo com a idade das crianças – as mais novas são atendidas em dias alternados das mais velhas. A sexta-feira é guardada para reuniões com os pais, ensaios extras para as apresentações de fim de ano e passeios. No fim do ano, há sempre uma apresentação em algum teatro parceiro do projeto. Todas as aulas e espetáculos são gratuitos e abertos à comunidade. 
 
Museu educativo
 
O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação. No total, são R$ 1,9 milhões captados desde 2010, que proporcionaram a cerca de 80 mil crianças a visita gratuita ao acervo permanente e às exposições temporárias. 
 
O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação (Foto: Divulgação)
 
Em sua maioria, as crianças vêm de escolas públicas da capital mineira e são acompanhadas durante toda a visita por monitores treinados. Cada uma recebe um kit educacional com uma caixa de lápis de cor, lápis, borracha, régua e um livreto em que podem até fazer seu autorretrato. A visita começa pelo atelier do artista, que foi reconstruído no museu, e segue pelas salas de retratos, de autorretratos e paisagens, e então segue para as exposições temporárias. O museu fornece ônibus para transporte de algumas escolas e lanche para todas as crianças. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

O classicismo transgressor de um mestre: Irving Penn

Ele revolucionou a fotografia de moda no início dos anos 1940, mas sua experiência criativa abrangeu diferentes áreas. Mostra que estreia no IMS, em São Paulo, comemora seu centenário

GLORIA CRESPO MACLENNAN/EL PAÍS

“Uma boa fotografia é aquela que toca o coração do espectador e o transforma depois que a vê”, dizia Irving Penn. Explicação simples de um dos grandes mestres da fotografia do século XX, que por quase sete décadas não deixou de surpreender o público através de imagens de enganosa simplicidade e intransigente e austero classicismo, capazes de desafiar as convenções da linguagem fotográfica com o espírito inovador da vanguarda. Tarefa complexa.

Ele considerou a fotografia o meio para mergulhar na história visual do homem. Um elo adequado entre o Paleolítico e um presente multicultural. Em suas imagens, o tempo para. É eterno. “Porque Penn bebeu da arte de todas as épocas, suas imagens são carregadas de profundas conexões históricas, e ainda que sejam praticamente invisíveis em uma primeira consideração, todos as pressentimos de maneira instintivamente, diz a curadora Maria Morris Hambourg. “Essa aceitação histórica, juntamente com a autoridade do talento de Penn, é o que confere a suas fotografias aquela qualidade atemporal que identificamos na grande arte.”

Rochas Mermaid Dress (Lisa Fonssagrives-Penn), Paris, 1950
Rochas Mermaid Dress (Lisa Fonssagrives-Penn), Paris, 1950 IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 

Morris é a curadora de Irving Penn: Centennial (Irving Penn: Centenário), exposição inaugurada em abril de 2017 no Metropolitan Museum de Nova York e que chega a São Paulo nesta terça-feira, 21 de agosto, no Instituto Moreira Salles (IMS), onde fica em cartaz até o dia 18 de novembro. A mostra celebra o centenário do célebre criador nascido em 16 de junho em Plainfield, Nova Jersey, Estados Unidos e aspira a ser a mais extensa retrospectiva já realizada do artista norte-americano, que inclui tanto as obras mais grandiosas quanto as mais desconhecidas, de suas séries principais.

“Você está perdido no momento em que sabe qual será o resultado”, dizia Juan Gris. De forma intuitiva, Penn sabia dessa máxima do pensamento criativo quando, no início de sua carreira, trabalhando com Alexei Brodovitch, de graça, na revista Harper’s Bazaar, um estagiário deixou cair no chão, acidentalmente, um negativo do designer russo. Penn lembrava que, quando levou o negativo para o seu mestre, este olhou para ele e, sem se perturbar, disse: “faz parte do meio”. “Surpreenda-me!” pedia Brodovitch com frequência; este inimigo do clichê e da imitação, que na época redesenhava o design gráfico dos EUA como diretor artístico, e com quem tinha tomado contato quando foi seu professor no Pensylvania Museum and School of Industrial Art. Por causa da situação financeira precária, Penn dormia no estúdio de seu mentor. À noite, ele examinava meticulosamente uma coleção de publicações que incluíam Arts et Métiers Graphiques, Cahiers d’ArtVerve e Minotaure, iluminando-o nos caminhos da reluzente vanguarda parisiense; especialmente o surrealismo.

Truman Capote, Nova York, 5 de março de 1948ver fotogalería
Truman Capote, Nova York, 5 de março de 1948IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 

Penn não teria se tornado Penn sem Brodovitch, e também não o seria sem Alexander Liberman. Este era outro um exilado russo. Levou a arte de vanguarda para as páginas da Vogue, trabalhando como diretor de arte; combinando a sofisticação europeia ao pragmatismo norte-americano. Penn seria uma figura fundamental nessa façanha. Foi Liberman que incentivou o jovem norte-americano a fazer as próprias fotografias, quando trabalhava como designer para a revista, os fotógrafos (entre eles Horst, Cecil Beaton e Erwin Blumenfeld) rejeitavam suas propostas para capa. Sua primeira capa para a famosa publicação da Condé Nast saiu em 1943: uma composição com bolsa, lenço e cinto, em cores.

Sua reputação foi forjada através das páginas da Vogue mediante a fotografia de moda, naturezas-mortas e retratos. Ele faria mais de 150 capas ao longo de sua carreira. Desde o início estabeleceu os padrões estéticos para a elegante moda dos anos 1940 e 1950, com imagens maravilhosas de linguagem contundente, meticulosamente orquestradas, onde os tecidos adquirem uma qualidade escultórica que transmuta seus modelos, transformando-as em deusas clássicas contemporâneos. A roupa, mais que um artigo a ser usado, é sintetizada em formas que revelam uma silhueta. Sem dúvida, sua modelo favorita foi Lisa Fonssagrives, com quem se casou em 1950. Ela estrelou algumas de suas fotos mais icônicas.

After-Dinner Games, Nova York, 1947
After-Dinner Games, Nova York, 1947 IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 

Entre 1946 e 1948, Liberman encomendou-lhe uma série de retratos das personagens mais relevantes do mundo da cultura na época. Em seu estúdio, ele construiu um ângulo vertical de fundo, como um canto onde posicionava seus modelos. Essa localização incômoda potencializava a expressão do modelo e, aliada às distorções produzidas pela perspectiva e uma iluminação bem cuidada, conferia às personagens um poder indiscutível. “Muitos fotógrafos pensam que seu cliente é o tema”, dizia Penn em entrevista ao The New York Times em 1991. “Meu cliente é uma mulher no Kansas que lê a Vogue, é ela que tento intrigar, estimular, alimentar... Talvez um retrato severo não seja, para o fotografado, a maior alegria do mundo, mas é extremamente importante para o leitor.”

Cigarette No. 37, Nova York, 1972
Cigarette No. 37, Nova York, 1972 IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 A necessidade de liberdade para experimentar esteve muito presente durante toda a vida do artista. Por isso soube trabalhar simultaneamente como artista e como fotógrafo de revistas e publicidade, definindo uma pauta que hoje pode nos parecer habitual, mas não era em seu tempo. Sua série de nus femininos faz parte de um de seus projetos pessoais. Sua câmera se deleitava em corpos roliços retratados sem nenhum pudor em close-ups de textura crua e tom realista. “Esses nus não só se rebelavam contra as convenções da beleza da metade do século, como também iam contra a prática fotográfica, onde ainda se buscava uma boa resolução no detalhe e uma representação realista”, diz Morris. Liberman recusou-se a publicá-las, exceto uma. Edward Steichen, então curador do MoMA, também os rejeitou.

“Fotografar um bolo pode ser arte”, defendia. Assim, buscou beleza no perecível, na fruta madura, nas pontas de cigarro, nos objetos descartados ou em crânios de animais. Ele também voltou suas lentes para culturas exóticas, retratando os índios quíchua no Peru, e as tribos da Papua-Nova Guiné, cuja estética da beleza desafiava os cânones ocidentais. Mas em tudo isso sempre houve uma busca pela perfeição. Na introdução ao livro Passage: A Word Record, Liberman lembra esse desejo, quando em um projeto no qual Penn devia fotografar umas taças quebrados em uma bandeja, ele insistiu que, por uma questão de autenticidade, as taças tinham de ser do caríssimo cristal Baccarat; assim, várias dúzias de taças caíram no chão antes de Penn ficar satisfeito.

Morreu em 2009 depois de trazer, como diria a crítica de arte Rosamond Bernier, “uma poesia para a imobilidade”.


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